quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cibercultura

Qualquer um que tentasse definir em termos precisos o significado de “cibercultura” esbarraria em um problema inicial: a dificuldade de definição da própria ideia de “cultura”. Fujamos, então, do risco de propor uma definição específica de “cultura” para pensarmos a cibercultura como um desdobramento ou atualização de nosso universo cultural em função de uma forte influência direta das tecnologias digitais e do complexo filosófico, antropológico e social que se apresenta a partir do ciberespaço. Em meio a tal painel, o princípio de conservação que poderia ser facilmente verificado no conceito de cultura encontra-se em choque e em meio a um processo extremamente dinâmico que é uma das marcas de um cenário de velocidade exacerbada e modificação contínua – sob o signo da “atualização” – que notamos na rede e no entorno tecnológico que a sustenta, como notebooks que proporcionam a portabilidade da antiga ideia de “computador pessoal” fixado em um cômodo da nossas casas, telefones celulares que extrapolam suas funções comunicativas iniciais e mesmo ferramentas advindas diretamente da internet, como sites, blogs, twitter, fóruns e tantas outras possibilidades.

É sempre importante ressaltar que semelhante cenário, muito embora se apresente e se imponha a cada um de nós, nas mais variadas situações, não é necessariamente algo que seja assimilado de modo totalmente tranquilo. Por mais que se esforce, uma pessoa que foi formada em meio a um contexto cultural anterior ao advento da internet – marcando sua própria visão de “cultura” em tais termos – não pode pressupor que vá estabelecer uma relação com o ciberespaço e suas aparentemente infinitas possibilidades da mesma maneira que alguém cujo nascimento foi devidamente apresentado ao mundo via facebook ou orkut e que, deste modo, formou-se ciberculturalmente desde antes de sequer perceber os processos por meio dos quais tal formação se deu. Como seria de se esperar, a cibercultura, em especial para aqueles que se pensaram culturalmente sem o “ciber-”, coloca-nos diante daquele que tanto nos oferece mas que sempre causa receio e apreensão: o Outro.

Em um segundo momento de nosso curso o desafio de conceituar a cibercultura será enfrentado por meio de um debate que busque pensá-la de dentro, de modo que algumas passagens de textos sobre o assunto serão novamente bastante úteis.


Sobre a cibercultura:

Longe de ser uma subcultura dos fanáticos pela rede, a cibercultura expressa uma mutação fundamental da própria essência da cultura. […] A chave da cultura do futuro é o conceito de universal sem totalidade. Nessa proposição, “o universal” significa a presença virtual da humanidade para si mesma. O universal abriga o aqui e agora da espécie, seu ponto de encontro, um aqui e agora paradoxal, sem lugar nem tempo claramente definíveis. Por exemplo, uma religião universal supostamente dirige-se a todos os homens e os reúne virtualmente em sua revelação, sua escatologia, seus valores. Da mesma forma, a ciência supostamente exprime o (e vale pelo) progresso intelectual do conjunto dos seres humanos, sem exclusões. Os sábios são os delegados da espécie, e os triunfos do conhecimento exato são os da humanidade em seu conjunto. Da mesma forma, o horizonte de um ciberespaço que temos como universalista é o de interconectar todos os bípedes falantes e fazê-los participar da inteligência coletiva da espécie no seio de um meio ubiqüitário. De forma completamente diferente, a ciência, as religiões universais abrem lugares virtuais onde a humanidade encontra-se consigo mesma. Ainda que preencha uma função analógica, o ciberespaço reúne as pessoas de forma muito menos “virtual” do que a ciência ou as grandes religiões. A atividade científica implica cada indivíduo e dirige-se a todos por intermédio de um sujeito transcendental do conhecimento, do qual participa cada um dos membros da espécie. A religião reúne pela transcendência. Em contrapartida, para sua operação de colocação em presença do humano frente a si mesmo, o ciberespaço emprega uma tecnologia real, imanente, palpável.

O que é, então, a totalidade? Trata-se, em minha palavras, da unidade estabilizada do sentido de uma diversidade. Que essa unidade ou essa identidade sejam orgânicas, dialéticas ou complexas e não simples ou mecânicas não altera nada: continua sendo uma totalidade, ou seja, um fechamento semântico abrangente.

Ora, a cibercultura inventa uma outra forma de fazer advir a presença virtual do humano frente a si mesmo que não pela imposição da unidade de sentido. Essa é a principal tese aqui defendida. (LÉVY, 2001a, p. 247-8)

Sobre a virtualização:

Um movimento geral de virtualização afeta hoje não apenas a informação e a comunicação mas também os corpos, o funcionamento econômico, os quadros coletivos da sensibilidade ou o exercício da inteligência. A virtualização atinge mesmo as modalidades do estar junto, a constituição do “nós”: comunidades virtuais, empresas virtuais, democracia virtual… Embora a digitalização das mensagens e a extensão do ciberespaço desempenhem um papel capital na mutação em curso, trata-se de uma onda de fundo que ultrapassa amplamente a informatização.

Deve-se temer uma desrealização geral? Uma espécie de desaparecimento universal, como sugere Jean Baudrillard? Estamos ameaçados por um apocalipse cultural? Por uma aterrorizante implosão do espaço-tempo, como Paul Virilio anuncia há vários anos? [Defendo] uma hipótese diferente, não catastrofista: entre as evoluções culturais em andamento nesta virada do terceiro milénio – e apesar de seus inegáveis aspectos sombrios e terríveis – , exprime-se uma busca da hominização.

Certamente nunca antes as mudanças das técnicas, da economia e dos costumes foram tão rápidas e desestabilizantes. Ora, a virtualização constitui justamente a essência, ou a ponta fina, da mutação em curso. Enquanto tal, a virtualização não é nem boa, nem má, nem neutra. Ela se apresenta como o movimento mesmo do “devir outro” – ou heterogênese – do humano. Antes de temê-la, condená-la ou lançar-se às cegas a ela, proponho que se faça o esforço de apreender, de pensar, de compreender em toda sua amplitude a virtualização. (LÉVY, 2001b, p. 11-2)


Sobre o papel do ato crítico no contexto ciberespacial e cibercultural:


A cibercultura é propagada por um movimento social muito amplo que anuncia e acarreta uma evolução profunda da civilização. O papel do pensamento crítico é o de intervir em sua orientação e suas modalidades de desenvolvimento. Em particular, a crítica progressista pode esforçar-se para trazer à tona os aspectos mais positivos e originais das evoluções em andamento. Assim, ajudaria a evitar que a montanha do ciberespaço dê à luz camundongos que seriam a reprodução do midiático em maior escala ou o puro e simples advento do supermercado planetário on-line.


No entanto, muitos discursos que se apresentam como críticos são apenas cegos e conservadores. Por conhecerem mal as transformações em andamento, não produzem conceitos originais, adaptados à especificidade da cibercultura. Critica-se a “ideologia (ou a utopia) da comunicação” sem se fazer distinção entre televisão e Internet. Estimula-se o medo da técnica desumanizante, ao passo que as questões dizem respeito às escolhas entre as técnicas e a seus diferentes usos. Deplora-se a confusão crescente entre real e virtual sem nada se entender sobre a virtualização, que pode ser tudo menos uma desrealização do mundo – seria antes uma extensão do potencial humano. A ausência de visão de futuro, o abandono das funções de imaginação e de antecipação do pensamento têm como efeito desencorajar os cidadãos a intervir, deixando por fim o campo livre para as propagandas comerciais. É urgente, inclusive para a própria crítica, empreender a crítica de “gênero crítico” desestabilizado pela nova ecologia da comunicação. É preciso interrogar hábitos e reflexos mentais cada vez menos adequados às questões contemporâneas. (LÉVY, 2001a, p. 229)


Referências

LÉVY, P. Cibercultura. Tradução Carlos Irineu da Costa. São Paulo: 34, 2001a.

___. O que é o virtual? Tradução Paulo Neves. São Paulo: 34, 2001b.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Não é nenhuma “novidade” o fato de que o espaço de interação entre professores e alunos foi uma além dos limites das quatro paredes de uma sala de aula. O bom e velho tripé composto por giz, lousa e saliva, embora ainda encontre situações em que sua utilização se faça necessária, convive de modo direto, muitas vezes em desvantagem, com recursos tecnológicos que dinamizam o processo de ensino-aprendizagem. Uma certa nostalgia injustificada e mesmo um medo perfeitamente compreensível podem nos fazer resistir a essa constatação, mas dela não podemos fugir.

Nesse contexto, ocupam lugar de destaque os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA’s), que poderiam ser entendidos, em termos gerais, como um conjunto de ferramentas e recursos tecnológicos que, por meio do ciberespaço, disseminam conteúdos e informações dinamizando a relação e a comunicação entre professores e educandos. Deste modo, pensando no caso do universo docente, percebemos que se trata de algo que não podemos negligenciar. Esses AVA’s são utilizados, por exemplo, no caso da Educação a Distância em seus diversos níveis e, mesmo em casos de cursos presenciais, sua presença pode ser sentida em não raras ocasiões, o que aponta para uma presença ainda maior desses ambientes na vida dos professores em um futuro próximo.

Por isso, em um primeiro momento de nosso curso de Leitura e escrita em blogs, esses AVA’s serão o ponto de partida de nossas discussões, servindo de introdução e porta de entrada para a reflexão do papel e das possibilidades da Internet para a comunidade dos atores da educação. Para nortear nossas discussões, sigamos com algumas passagens de obras que tratam do tema, e que proporcionarão pontos interessantes a respeito dos quais vale a pena pensar.

Sobre o cenários mais recentes na dinâmica de ensino-aprendizagem:

Presenciamos um período em que as modificações sociais levam a humanidade de uma era industrial para uma era da informação e do conhecimento. As tecnologias emergentes de comunicação possibilitam novas e ousadas formas de gerar e disseminar conhecimentos. Como escreve Lévy, a magia dos mundos virtuais está cada dia mais próxima do grande público. Segundo este teórico, as autoestradas da informação e a multimídia interativa anunciam uma mutação nos modos de comunicação e de acesso ao saber, emergindo um novo meio de comunicação, de pensamento e de trabalho para as sociedades humanas, o ciberespaço. Com esta evolução social, alerta Ramani, há muitas questões a respeito de como lidar com o novo momento, principalmente no que se refere ao seu ativo mais importante: o conhecimento.

A educação, até então prioritariamente condicionada ao sistema presencial, defronta-se com a possibilidade e o desafio, abertos pelo ciberespaço, de educar a distância (EaD) através da utilização de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA's). A simples utilização dos recursos tecnológicos, porém, não garante a ampliação de saberes dos alunos. Clark, referindo-se a pesquisas realizadas, alerta que os benefícios do ensino através das mídias é influenciado mais pelas estratégias que pelos meios de instrução. Faz-se necessário refletir acerca de metodologias e posturas para lidar com as possibilidades e entraves apresentados pela era tecnológica. Teorias de ensino, correntes ou tendências pedagógicas, propostas metodológicas, métodos, posturas educacionais, no entanto, apoiam-se em determinadas concepções do conhecimento. Assim, pensar em práticas de EaD, por meio de AVA's, requer reflexão acerca de concepções que as fundam. (MORGENSTERN, 2007, p. 26-7)


Sobre os AVA’s para EaD e concepções intersubjetivas:

Pela perspectiva das concepções intersubjetivas, poder-se-ia esboçar o perfil da EaD como espaço aberto para o diálogo – conversação, manifestação das dúvidas, questionamentos – , para o dissenso e para a busca de consensos justificados; espaço que valoriza e investe na pesquisa; espaço que incentiva e propicia trocas entre as diferentes áreas do saber; espaço de reconstrução e socialização de saberes; espaço em que a linguagem é entendida como constituinte ontológica do ser e não como simples meio – instrumento da palavra – para a comunicação; espaço que considera o horizonte cultural, relacional e expressivo do aluno entendendo a educação como o alargamento desse horizonte; espaço que respeita e incentiva a pluralidade na compreensão (modos de pensar diferentes, conflitantes); espaço em que o ensino/avaliação busca legitimar o alargamento dos saberes do aluno para além do gênero das certezas que o uso dos métodos científicos proporciona. (MORGENSTERN, 2007, p. 32)

Sobre a utilização da Internet em sala de aula:

Uma das questões centrais que muitos professores têm feito é: como fazer para que nossos alunos não façam cópia e entreguem os seus trabalhos sem uma reflexão? Iniciamos destacando o perigo da “pescópia”: temos observado que os alunos simplesmente acessam a internet, copiam e colam em um editor de texto uma dada informação e entregam um trabalho a seus professores como se tivessem realizado uma pesquisa, sendo que, na maioria dos casos, nem leram o que copiaram.


[...]

Ocorre a necessidade de o professor inovar a ação pedagógica, em que simplesmente receber o trabalho do aluno, lê-lo e devolvê-lo não “cabe” mais na educação do presente. Fazer com que o educando participe, troque suas experiâncias e relate o que “descobriu” é uma das formas de proporcionar a reflexão dele mesmo e dos demais. [Moran] explicita claramente que “A Internet pode ajudar o professor a preparar melhor a sua aula, a ampliar as formas de lecionar, a modificar o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e com os seus colegas.” Isso desde que não seja utilizada como mero recurso “pescópia”, ou seja, o professor precisa aprender a pesquisar antes de ensinar o seu aluno. (BRITO & PURIFICAÇÃO, 2008, p. 106-7)

Sobre a postura de visitar ou habitar o espaço virtual:

McLuhan, na década de 60, cunhou o conceito “aldeia global” para expressar os movimentos de inter-relação que poderiam vir a ligar os diferentes povos do nosso planeta. Por ser visionário, na época, poucos foram capazes de perceber a real extensão do significado do termo.

Hoje, com a expansão da Internet como uma “terra virtual”, passível de ser habitada por pessoas, como nós e nossos alunos, que compõem grupos fisicamente localizados em espaços contextuais diferentes, muitas vezes distantes, e que trazem para o ciberespaço peculiaridades que garantem a riqueza encontrada na diversidade e que podem favorecer a permanência dos valores e do conhecimento das culturas locais.

Para tanto, convidamos vocês a adentrar nesse espaço, tanto como surfistas [...] como arquitetos e engenheiros com possibilidades de estudar o terreno e o tipo de construção que pode ser feita para que se instale o processo de partilha social, mediante o delineamento de novos relacionamentos entre pessoas que apresentam intenções, desejos, valores e práticas comuns. (MAGDALENA & COSTA, 2003, p. 53)


Sobre a questão da autoria e suas implicações no ensino e em verificações de aprendizagem:

Nesta perspectiva, superamos a idéia de produção individualista, onde só o autor pode modificar o texto. Superamos a idéia de produto acabado e pronto para ser consumido. Superamos a idéia de um trabalho, um autor e chegamos à idéia de muitos autores que se debruçam juntos em uma produção coletiva, na qual o conjunto de perturbações recíprocas que vão acontecendo definem um processo de gênese coletiva, a partir do desenvolvimento de muitos processos individuais integrados.

A nova possibilidade torna a Internet uma janela de conversação acerca da criação de textos, da sua completude e da sua correção. Possibilita avançar na superação dos problemas e preocupações tais como a de criar um ambiente que torne possível aos alunos voltarem a seus textos, com a possibilidade de vê-los de outra maneira, com o olhar de um revisor atento, porque já não estão desempenhando apenas a função de produtor.

E como fazer isso?

Sem dúvida, a Internet é um espaço próprio para tal tarefa. Nele, a escrita publicada e, portanto, socializada é instrumento de colaboração e cooperação entre alunos e professores imbuídos de uma criação interativa. Por ser um texto que passa de privado a público, seu conteúdo, sua forma, sua expressão, sua pontuação e sua ortografia passam a ter importância e, por isso, são cuidadosamente avaliados. Passa a ter sentido a busca da correção, da poesia, da logicidade, da estética, da argumentação mais sólida. Torna significativa a busca do dicionário, do termo mais apropriado, da palavra mais correta, da frase mais estruturada. (MAGDALENA & COSTA, 2003, p. 63)


Referências

BRITO, G.; PURIFICAÇÃO, I. Educação e novas tecnologias: um repensar. Curitiba: Ipbex, 2008.

MAGDALENA, B.; COSTA, I. Internet em sala de aula: com a palavra, os professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.

MORGENSTERN, E. Ambientes Virtuais de Aprendizagem e concepções de ensino intersubjetivas. In: PEREIRA, A. Ambientes virtuais de aprendizagem: em diferentes contextos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2007.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Turma 3 do curso "Leitura e escrita em blogs"

Olá a todos!

Apenas para reforçar, amanhã, dia 05/10/2010, teremos nossa última turma de nosso curso “Leitura e escrita em blogs”. Mas não se esqueçam: teremos novos cursos com temática parecida e esperamos vocês em todos eles!

Confiram os nomes da última turma:

TURMA 3

EDNA MARIUCIO ARANHA
WANDERCLEYA DE OLIVEIRA LOPES
ANA PAULA LAUREANO FERREIRA DE SOUZA
SILVIA KELLY DO AMARAL PEREIRA
ELIZABETH APARECIDA DALOSSE FRANCISCO
SILVIA HELENA GUIS
APARECIDA FRANÇA BUJOWSKI
SANDRA REGINA DA SILVA TONELLO
ZIBIA SANCHES GARCIA
ELENICE ABREU CASAVECHIA
ERCILIA ALVES FERREIRA
EVELI ROSÂNGELA BOLONHESI
JANETE TAMBORINI FERREIRA
ADEMIR CARLOS ZIOLLI
EVA DA VEIGA
LUCINETE MARTINS
MARGARETH VIRGINIA LUIZA ORLANDINI NAVARRO
IVONE DALLOCA
NILBIA DE OLIVEIRA PEREIRA
MARIA HELENA FERREIRA NORBIATO
LIDIA MARIA EGAS
APARECIDA JESUALDO FRUGÉRIO
MARCELA H. BAGGIO VIOLADA
APARECIDA SOARES DE SOUZA
GLEIDE MARIA DE BRITO
LAURA LOPES DE PAIVA
ROSI BIADOLA SILVA
IVONETE MENDES DE CARVALHO
NILZA PEREIRA CREPALDI
LEDA MARIA CABRAL
NATALIA GONÇALVES MOTERANI
CELI APARECIDA DE MORAES
LENIR APARECIDA PEDRONE MUCIO
ERIKA POLESSI
LEONICE DOS SANTOS
CARMEM HIDEKO OKAWA
MARIA ROSVAINE BARCO CATTO
ELIARA SILVA SANTANA
ELIANE SCHILLING
MARTA CRISTINA COLETTO
MARGARETE RODRIGUES AUGUSTO
LUCIMARA PEREIRA DOS SANTOS
DELMA RUFINO
EDNA ZAGO
MARIZETI CAMPOS
MARIA DE FÁTIMA FERNANDES

Atenção para a data, local e horários da Turma 3:

Turma 3
Dia 05/10/2010
08:00 - Bloco H35 - sala 04 (LAAP)
13:30 - Bloco H35 - sala 04 (LAAP)

Aguardamos todos vocês!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

2ª JIOP - INSCRIÇÕES ABERTAS!


2ª JORNADA INTERARTES OUTRAS PALAVRAS

DIA 07 DE OUTUBRO DE 2010

TEMA: FRANZ KAFKA E A LITERATURA FANTÁSTICA

INSCRIÇÕES ATÉ 1º DE OUTUBRO



MANHÃ & TARDE
Local: Teatro Oficina da UEM
Exposição permanente de fotos de Nágela Souza sobre apresentações do TUM

8:00 – 10:00 – Projeção do filme O processo (1962, Direção: Orson Welles), adaptação da obra homônima de Franz Kafka.
10:00 – 10:15 – Intervalo
10:15 – 11:45 – Mesa-redonda: Kafka e a literatura fantástica – Dr. Milton Hermes Rodrigues e Ms. Fábio Lucas Pierini (UEM) – Mediador: Dr. Márcio Roberto do Prado (UEM)

14:00 – 16:00 – Aula-show sobre a literatura de Franz Kafka com o prof. Dr. José Pedro Antunes (Unesp-Araraquara)
16:00 – 16:15 – Intervalo
16:15 – 17:15 – Bate-papo sobre a literatura de Kafka com os professores Dr. José Pedro Antunes (Unesp-Araraquara) e Dr. Márcio Roberto do Prado (UEM)


NOITE
Local: Bar Coração Brasileiro (Av. Cerro Azul, 412)
19:00 – 22:00 – IV Sarau Outras Palavras: Lançamento da Revista JIOP - MPB, Pop, Rock e Blues com Lu Galetti, Sansão e amigos
22:00 em diante: Programação da casa – Samba e pagode com o grupo Opção.

ATENÇÃO:

a) Durante o IV Sarau Outras Palavras teremos Varal de Poesias e palco livre, ambos abertos à participação dos presentes.

b) Haverá emissão de certificado de 12 horas aos inscritos.

c) Os presentes receberão um exemplar da Revista JIOP.

d) Haverá sorteio de livros de literatura.



INSCRIÇÕES: apenas R$ 30,00
Como fazer?

a) Anote o número do Código de Recolhimento: 2543

b) Entre na página da PAD-UEM e digite o número anotado no campo "Guia de Recolhimento". Preencha-o com as informações solicitadas (Nome, CPF e valor da inscrição) e o boleto bancário será gerado.

c) Faça o pagamento no banco (Caixa Econômica Federal) em até dois dias e você estará inscrito. Se o pagamento não for feito em tempo hábil, será necessário gerar novo boleto. Para isso repita o procedimento aqui explicado.

Para entrar na página da PAD-UEM, clique aqui.


ATENÇÃO:

Guarde o recibo de pagamento
para entregá-lo no ato de retirada da Revista JIOP
que será entregue durante o IV Sarau Outras Palavras.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A literatura de Graziela Hetzel


Graziela Hetzel: a dor tecida com delicadeza na literatura infantil


Alice Áurea Penteado Martha


O jogo de amarelinha (Manati, 2007) e O lobo (Manati, 2009), narrativas premiadas de Graziela Hetzel (Prêmio FNLIJ 2010 e Prêmio FNLIJ 2008, respectivamente), relatam temas delicados – a superação da perda da mãe com a consequente aceitação da madrasta e a dolorosa e incompreendida ausência do pai levado pela repressão. Na primeira, o narrador, em terceira pessoa, focaliza Letícia e conta a história da menina que, no jogo infantil “amarelinha” não quer chegar ao “céu”, pois ali estão todas as criaturas que amava e perdeu: “No céu está seu cachorrinho Xerife, a preá Joaninha... no céu está Clara, a mãe de Letícia. Será que ninguém entende por que ela nunca vai lá?” (HETZEL, 2007, p. 8). Ainda que a voz narrativa esteja em terceira pessoa, o que poderia indicar distanciamento entre o narrador e os fatos, o recurso empregado pode encurtar essa distância. Como observamos no excerto transcrito, na primeira parte do enunciado, reconhecemos com certa facilidade a voz de um narrador que se refere à menina e às perdas sofridas por ela, mas, quando ocorre o questionamento – “Será que ninguém entende por que ela nunca vai lá?” – os leitores não podem discernir a autoria da indagação, pois, com o emprego do discurso indireto-livre, as vozes mostram-se embaralhadas, reduzindo o distanciamento entre a voz que relata e a da criança. O emprego de semelhante recurso linguístico promove também a aproximação entre leitores e os fatos relatados.
A outra narrativa sensível de Graziela Bozano Hetzel, que trata de maneira rara e delicada o amor e a separação entre pai e filha, O lobo (Manati, 2009), apresenta, no plano do narrado, duas histórias: a narrativa inacabada do menino que anda pelo campo nas costas do lobo, que o pai começara a ler para a menina à noite quando foi levado pela repressão, e a da ausência paterna:

1ª narrativa
Na noite quieta, o menino desliza, só de meias, pela casa às escuras.
[...]
Sem ruído, abre a porta de entrada e vai para o quintal.
[...]
O menino monta em suas costas [do lobo] e os dois desaparecem no campo (HETZEL, 2009, p. 7-8).
2ª narrativa
Fechando o livro, o pai sorri para a menina aninhada em seu colo. [...] Amanhã eu conto mais – Levanta-se e coloca-a na cama [a menina] (HETZEL, 2009, p. 10).

A superação das carências – ambas oriundas de bruscas rupturas – realiza-se, paulatinamente, no entrecruzar dos relatos: ao saber da prisão, a menina busca na ficção, na história do lobo que passeava com o garoto, a solução para sua angústia e, agarrada ao pêlo macio da imaginação, busca o pai.

No livro grosso, de muitas letras, ela passeia o dedo pela imagem de um lobo cinzento.
- Você sabe quando ele vai voltar – pergunta baixinho. – Sabe? – repete, examinando seus olhos amarelos (HETZEL, 2009, p. 19).
À noite o lobo voltou. [...]. Entrou no sonho de Lília e levou-a com ele. [...]. Muitas noites vêm e vão, mas Lília e o lobo não se cansam (HETZEL, 2009, p. 22).

Ao conhecer, finalmente, o destino paterno, as duas necessidades são satisfeitas e, na primeira visita, leva na bagagem o livro: “– Eu só quero levar isto – diz Lília, entregando o livro: - O papai precisa acabar de ler a história do lobo” (HETZEL, 2009, p. 41).
A reação provocada pelas perspectivas infantis na compreensão sobre o modo como se constituem os conflitos na estrutura das narrativas é um dos elementos fundamentais no reconhecimento da interação entre leitores e texto, desejada por todos que se debruçam sobre questões relativas à leitura do literário. As personagens, crianças ou representações delas, são criaturas construídas, essencialmente, pela reflexão, de modo que os leitores possam contribuir em sua caracterização. A elaboração de cada uma delas acontece aos poucos, à medida que atuam e refletem sobre o mundo narrado ou se expõem aos olhos dos leitores. A infância, representada ficcionalmente, é enfocada como etapa decisiva no processo de vida, plena de significado e valor; as personagens, portadoras de uma identidade própria e completa, envolvem-se em situações que as obrigam a refletir e a reformular conceitos que possuem a respeito de si mesmas e do mundo.

Resenha: "Zum-zum-zum" de Lalau e Laurabeatriz


O ZUM-ZUM-ZUM DA POESIA*

Alice Áurea Penteado Martha

Zum-zum-zum e outras poesias (Cia das Letrinhas, 2007), de Lalau (autor) e Laurabeatriz (ilustradora), reúne poemas de três livros anteriormente publicados pela Cia das Letrinhas e laureados com o selo de “Obra Altamente Recomendável”, na categoria Poesia, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ): Bem-te-vi (1994), Girassóis (1995) e Fora da gaiola (1995). Da interação entre traços e letras resulta obra marcada por vivências e sentimentos da infância, cuja plenitude imagética se constitui a partir de uma perspectiva lúdica.
O projeto gráfico da obra provoca os sentidos dos leitores de todas as idades. Com imagens em cores vibrantes, que dialogam com o título da antologia, na capa e contracapa – a abelhinha sobrevoando girassóis ao lado do bem-te-vi –, e o miolo em papel couché, o livro pode intensificar, pelo contato visual e tátil, o prazer sensorial dos pequenos leitores que o folheiam. A folha de rosto, dupla, estampa duas grandes figuras de garotas que, de costas e com roupas em tons fortes de verde e roxo, lêem o poema-epígrafe, porta de entrada de um mundo de emoções, cores, imagens e sons:

Quando
Uma palavrinha
Encontra
Uma irmãzinha
Ou uma prima,
Isso se chama
Rima.
(Epígrafe)

Para cada um dos 39 (trinta e nove) poemas, há imagens correspondentes, emolduradas como telas, que ocupam toda a página contígua. Quando o poema é longo, com mais de uma página, as ilustrações transformam-se em vinhetas, caso de Barata tonta, O pente, Sopa de letrinhas, Infância, Amor, História da banana, Infância 2, ABC da passarada. Em Amizade, que verbaliza o trabalho das formigas, a imagem, horizontal, acompanha o cordão dos insetos, que se espraia por duas páginas. Esses recursos promovem, com arte, o diálogo entre o verbal e o não-verbal, e propiciam o desenvolvimento do senso estético das crianças.
A disposição dos poemas não obedece a um agrupamento temático, mas é possível observar que podem compor dois conjuntos: um trata de pequenos animais, como passarinhos, peixes, tartaruga, porco-espinho, sapos e insetos, cujos sentimentos estão sempre em intensa sintonia com as sensações e atitudes das crianças (Quem tem asas, Canário, Filharada, Zum-zum-zum, Fora da gaiola, Tartaruga, João-de-barro, Beija-flor, Curió, Namoro espinhudo, Amizade, Pardal, Bem-te-vi, ABC da passarada, Peixinho, Quero-quero, Brejo, Coruja, Urubu, Barata tonta, Tiziu, Vagalumes, Gaivota); outro grupo de poemas ressalta objetos, acontecimentos, relacionamentos e emoções também peculiares às vivências infantis (Sopa de letrinhas, Infância, O pente, Melequinha, Vô, Malabarismos, Riminhas, Amor, Palhaço, Mar, A história da banana, Paraíso, Eclipse, Infância 2 Plim-plim. Singelos, todos priorizam conteúdos relativos à percepção do mundo pela criança, veiculados pela perspectiva de um eu poético que assume a visão infantil, o que resulta em poemas muito próximos de seus destinatários: “Uma formiga é amiga de outra formiga que é amiga de outra formiga que é amiga de outra formiga...” (Amizade).
Os versos de Lalau comprovam que qualquer assunto pode ser do interesse das crianças, desde que lhes seja apresentado com clareza e com respeito ao seu desenvolvimento intelectual e emocional. Neles, não se observa prioridade para uma determinada abordagem. O essencial parece ser que as produções cativem seus leitores pelo emprego da fantasia e pela valorização da sensação que os transporta do mundo real para o possível, construído pelas imagens e símbolos do poema:

É parecido
Com um
Campo florido.

Tem sabor de pudim
De caramelo,
Com casquinha
De açúcar queimado
E cobertura
De marshmallow.
[...]
(Amor, p.58)

A presença do humor, recurso sempre bem-vindo nos versos infantis, consolida a relação intrínseca entre a poesia e seus destinatários. No poema Melequinha, por exemplo, o hábito infantil de “tirar meleca do nariz”, reprimido pelos mais velhos, é motivo de diversão para os leitores, a partir da personificação da sujeira pelo eu poético, recurso que desestabiliza o medo infantil do escuro: “Que nariz/Escuro!/Eu tenho/medo/ Ei, me tira/Daqui/Com/O dedo?” (p.32). Por vezes, é a imaginação infantil, no estilo de “reforma da natureza”, de Emília, a boneca de Lobato, que brinca com “a ordem das coisas” no mundo, como em João-de-barro:
:
:
Já pensou
Se alguém
Colocar rodinhas
Na casinha dele?

Aí, o joão-de-barro
Passa a se chamar
João-de-carro!
(p.26)

As estruturas formais dos poemas, adequadas à faixa etária a que se destinam, permitem e incentivam a entrada dos leitores e sua participação na construção dos sentidos dos textos. Os elementos próprios do gênero – versos, estrofes, rimas, ritmo e uma linguagem marcadamente simbólica - não se perdem em imagens muito elaboradas ou pelo emprego de estruturas lingüísticas inacessíveis. A presença de rimas não se mostra obrigatória; os poemas confirmam seu caráter musical e lúdico também por meio de jogos sonoros, assonâncias, aliterações, onomatopéias e repetições, entre outros recursos. Quanto aos aspectos relativos à métrica, há versos que mantêm o rigor, notadamente, aqueles mais simples e populares, como existem aqueles construídos ao sabor da liberdade e da emoção, sem medidas definidas a priori. O que realmente importa é que os recursos escolhidos pelo poeta mostram-se adequados à expressão das idéias e emoções veiculadas pelos poemas, e permitam às crianças um encontro prazeroso com os versos:

Chorei no escuro,
Faltei na escola,
Descobri um tesouro,
Libertei passarinho,
Fui uma história em quadrinho.
(Infância, p. 19)

Um fantasma
Com asma.

Um anjo
Tocando banjo.

Um macaco
Vestindo casaco

Uma lombriga
Com dor de barriga.

Uma chuva
Com suco de uva.

E um final
Com tchau-tchau!
(Riminhas, p.46)

O poema “Quero-quero”, composto por três quadras singelas, pode ser um bom exemplo de como os versos, brincadeiras sonoras e lúdicas, devem cumprir função formadora, sem doutrinar seus pequenos leitores. O jogo de significados proposto pela repetição do termo “quero”, que ora se refere ao pássaro “quero-quero” – “Sou porteiro/De fazendas./Guardião das terras” – ora é a primeira pessoa, do verbo “querer”, o “eu infantil”, favorece uma leitura mais ampla do texto, valorizadora dos desejos e aspirações do ser humano de todas as idades: “quero voar”, “quero cantar”:

Tudo que
Espero
É ser sempre
Quero-quero.
(Quero-quero, p.54)

A retomada de atos cotidianos e simples, no poema Vô, faz da repetição dos dois primeiros versos de sentido afirmativo, nas três primeiras quadras – “Meu vô/Me ensinou” - um recurso importante para escavar as lembranças e ressaltar o caráter lúdico das relações entre avô e neto. O significado da forma verbal “ensinar” é despragmatizado pelos resultados da ação: “pescar lambaris”, “o pio das aves”, “alguns palavrões”. Na última estrofe, de seis versos, ocorre a ampliação do espaço verbal para o extravasamento da subjetividade, que se espraia com o emprego do verbo “gostar” e com a oposição ao caráter afirmativo das estrofes anteriores:

Gostar
Do meu avô
Ninguém
Me ensinou,
Porque isso
Nem/Precisou.
(Vô, p. 40)

Os poemas de Lalau e as ilustrações de Laurabeatriz, com temática adequada aos jovens leitores e realizada de modo a ampliar suas referências estéticas e culturais, revelam uma consciência nítida de que as obras para a infância devem assumir a ótica infantil, enquadrando a vida nas lentes da inocência, sem deixar de refleti-la em suas manifestações mais cotidianas e verdadeiras. A interação entre o verbal e o não-verbal, ao promover a valorização das crianças, destinatárias dos versos, provoca nelas a reflexão, o auto-reconhecimento e a conseqüente humanização.
Enfim, a metáfora catalizadora – criança é poesia – é realizada pelos poetas dos versos e dos traços, por meio da tematização do cotidiano infantil e pela adoção de um ponto de vista não convencional, tanto da linguagem quanto do recorte do real.

O alecrim
Foi plantado no xaxim.

A–A-Atchim!
Fez o espirro do Benjamin.

É de cetim
A fantasia do arlequim.

O papa-capim
Fugiu do jardim.

E assim
Este livrinho chega ao fim.
(Plim-plim, p. 84)

___________________

NOTA:

* Texto publicado em RECHOU, Blanca-Ana Roig; LÓPEZ, Isabel Soto; RODRÍGUEZ, Marta Neira (Coord) A poesia infantil no século XXI (2000-2008). Vigo: Edicións Xerais da Galicia, 2009.

Novas turmas do curso "Leitura e escrita em blogs"

Olá a todos!

Conforme se anunciava, o número de inscritos em nosso curso de extensão Leitura e escrita em blogs superou em muito nossas expectativas iniciais, o que nos deixa realmente felizes. Em função do número considerável de participantes, dividiremos o grupo em duas novas turmas. A Turma 2 terá suas atividades no dia 28 de setembro de 2010. A Turma 3, por sua vez, trabalhará no dia 05 de outubro de 2010. Novamente fizemos a distribuição a partir da ordem das datas de recolhimento das inscrições dos participantes. Vejam a relação dos nomes:

TURMA 2

LEONOR VASQUES MORAES RIBEIRO MARTINEZ
MIRIAM CAMILO MOSNA
ODIVALNILDI ROSA BONIN
LUZIA MARQUES QUEIROZ
GISLAINE GRACIA MAGNABOSCO
MARILEIDE MESQUITA DA SILVA CASAGRANDE
LUCIA HELENA CAMARGO
BRUNO CIAVOLELLA
MARCIA DE LIMA MEIRA
IVANETE CRISTINA BELGAMASCO
GILDA MARIANO
MARCIA ESTER SANTOS MACHADO
GILNEY PAIVA DOS SANTOS
OLGA DO NASCIMENTO CALDAS
MARIA LUCIA DA SILVA RICIERI
CLÁUDIA CANO DE LIMA
ANGELA VAZ DALLA COSTA
ABIGAIL ARAÚJO
FÁTIMA APARECIDA GRANDI BOTTEGA
CÁSSIA RITA CONEJO
MARILDA SANTANA PERES
MIRIAN CARLA TREVISAN
LEILA MARCIA VILELA PAES
MARIA DAS GRAÇAS DE FREITAS GOMES
DINORÁ CARMEM BOSIO CAMPIGOTTO
VERA LUCIA LOPES
ILMA APARECIDA DA COSTA WALTER
CELIA MARIA TIROLLI SÁS
JUMERI RODRIGUES
NEIVA MARTINS
EDUARDO ALVES SIQUEIRA
MAIZA GONÇALVES BORGATO
MARIA DE FÁTIMA PEREIRA DE SENA
LUCIANE MARIA DE OLIVEIRA
AMELIA ZENIR CORAL FORMAGIO
NILVA ALENCAR SEVERIANO
MARISA DE FÁTIMA ALVES
MARINÊS SIMAN
MARILDA BUENO
CRISTINA MARGARETE BARILI TEIXEIRA
DEVANIR MACHADO BORGES
LOURDES RODRIGUES GOZER
EMA TEREZINHA STRESSER DE OLIVEIRA
LUMENA COUTINHO PONTES
LUCIANE APARECIDA LOPES JUSTINI
VIVIANE LUCAS DE SOUZA CARVALHO

TURMA 3

EDNA MARIUCIO ARANHA
WANDERCLEYA DE OLIVEIRA LOPES
ANA PAULA LAUREANO FERREIRA DE SOUZA
SILVIA KELLY DO AMARAL PEREIRA
ELIZABETH APARECIDA DALOSSE FRANCISCO
SILVIA HELENA GUIS
APARECIDA FRANÇA BUJOWSKI
SANDRA REGINA DA SILVA TONELLO
ZIBIA SANCHES GARCIA
ELENICE ABREU CASAVECHIA
ERCILIA ALVES FERREIRA
EVELI ROSÂNGELA BOLONHESI
JANETE TAMBORINI FERREIRA
ADEMIR CARLOS ZIOLLI
EVA DA VEIGA
LUCINETE MARTINS
MARGARETH VIRGINIA LUIZA ORLANDINI NAVARRO
IVONE DALLOCA
NILBIA DE OLIVEIRA PEREIRA
MARIA HELENA FERREIRA NORBIATO
LIDIA MARIA EGAS
APARECIDA JESUALDO FRUGÉRIO
MARCELA H. BAGGIO VIOLADA
APARECIDA SOARES DE SOUZA
GLEIDE MARIA DE BRITO
LAURA LOPES DE PAIVA
ROSI BIADOLA SILVA
IVONETE MENDES DE CARVALHO
NILZA PEREIRA CREPALDI
LEDA MARIA CABRAL
NATALIA GONÇALVES MOTERANI
CELI APARECIDA DE MORAES
LENIR APARECIDA PEDRONE MUCIO
ERIKA POLESSI
LEONICE DOS SANTOS
CARMEM HIDEKO OKAWA
MARIA ROSVAINE BARCO CATTO
ELIARA SILVA SANTANA
ELIANE SCHILLING
MARTA CRISTINA COLETTO
MARGARETE RODRIGUES AUGUSTO
LUCIMARA PEREIRA DOS SANTOS
DELMA RUFINO
EDNA ZAGO
MARIZETI CAMPOS
MARIA DE FÁTIMA FERNANDES

Atenção para as datas, locais e horários das Turmas 2 e 3:

Turma 2
Dia 28/09/2010
08:00 - Bloco H35 - sala 04 (LAAP)
13:30 - Bloco H35 - sala 04 (LAAP)

Turma 3
Dia 05/10/2010
08:00 - Bloco H35 - sala 04 (LAAP)
13:30 - Bloco H35 - sala 04 (LAAP)

Aguardamos todos vocês!