Na maioria das vezes o que se observa é a utilização do computador como pretexto para o ensino do manuseio do equipamento, para a digitação de textos, substituindo assim a máquina de escrever, e a utilização de programas de apresentação de slides. Atividades que nas palavras de Coscarelli “podem transformar o computador em um lindo quadro que não é mais de giz nem é negro, mas que vai funcionar em sala de aula da mesma forma que as tão conhecidas lousas, que servem de suporte para o professor apresentar todo o saber” (2007: 26). (GUIMARÃES, 2008, p. 715).
Podemos concluir que os professores se utilizam das tecnologias disponíveis, e no escopo deste trabalho o computador e a internet, apenas para suas necessidades básicas. O computador é utilizado para a reprodução de materiais, uma junção de mimeógrafo e máquina de escrever. A internet é utilizada para obtenção de informação geral e “elaboração” de materiais. Impera entre os professores a visão da internet como a virtualização da enciclopédia, sem qualquer vinculação com a possibilidade de seu uso para o aperfeiçoamento profissional.
O que se percebe no diálogo com os professores é que embora reconheçam as varias possibilidades apresentadas pela internet no campo dos estudos literários, eles não vêem essas possibilidades como algo passível de realização. (GUIMARÃES, 2008, p. 718).
A aquisição da informação, dos dados, dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do professor – o papel principal – é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Dessa forma, o papel do professor passará para o de orientador e facilitador do conhecimento. (MORAN, 2007)
Podemos concluir que os professores se utilizam das tecnologias disponíveis, e no escopo deste trabalho o computador e a internet, apenas para suas necessidades básicas. O computador é utilizado para a reprodução de materiais, uma junção de mimeógrafo e máquina de escrever. A internet é utilizada para obtenção de informação geral e “elaboração” de materiais. Impera entre os professores a visão da internet como a virtualização da enciclopédia, sem qualquer vinculação com a possibilidade de seu uso para o aperfeiçoamento profissional.
O que se percebe no diálogo com os professores é que embora reconheçam as varias possibilidades apresentadas pela internet no campo dos estudos literários, eles não vêem essas possibilidades como algo passível de realização. (GUIMARÃES, 2008, p. 718).
A aquisição da informação, dos dados, dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do professor – o papel principal – é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Dessa forma, o papel do professor passará para o de orientador e facilitador do conhecimento. (MORAN, 2007)
As utilizações potenciais dos blogs como recurso e como estratégia pedagógica são muito diversificadas e sobre elas faremos de seguida algumas considerações. Embora a distinção entre os blogs enquanto “recurso pedagógico” e os blogs enquanto “estratégia pedagógica” nem sempre seja clara e, frequentemente, seja de natureza algo arbitrária, vamos adoptá-la para efeitos de sistematização da nossa exposição. Enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser:
.....a) Um espaço de acesso a informação especializada.
.....b) Um espaço de disponibilização de informação por parte do professor.
Enquanto “estratégia pedagógica” os blogs podem assumir a forma de:
.....a) Um portfólio digital.
.....b) Um espaço de intercâmbio e colaboração.
.....c) Um espaço de debate – role playing.
.....d) Um espaço de integração.
(GOMES, 2005, p. 312-313)
A utilização do Blog como ferramenta pedagógica [Oficina do Blog 2006] pode trazer diversos benefícios no processo de ensino-aprendizagem. Dentre os benefícios podem ser citados: a motivação (acompanhar a atualização da página todos os dias para ver se existem novidades), o trabalho em equipe (grupos trabalhando juntos para a elaboração de um Blog comum), o incentivo à pesquisa (a busca de conteúdos (novas informações, textos) em outras fontes para enriquecer o Blog), o desenvolvimento da criatividade (personalização do Blog: com links, ilustrações, etc.), a sensação de competitividade (os endereços dos Blogs de todos os grupos da turma ficam disponíveis), dentre outros.
Como um método de aprendizagem, o Blog ainda é considerado uma novidade na prática de ensino, porém aos poucos está ganhando espaço por ser uma técnica gratuita, de simples utilização e grande atrativo para o público infanto-juvenil. É um método classificado como simples pelo fato de que o usuário não precisa saber alguma linguagem de programação para criar seu próprio Blog, portanto os professores que ministram quaisquer disciplinas da grade curricular da escola podem facilmente manuseá-lo e, assim, preparar algumas aulas diferenciadas para apresentar seus conteúdos. Além disso, pode ser um novo canal de comunicação para a educação, incentivando o convívio e a aprendizagem de novas tecnologias. (BRUSAMARELO et alli., 2006, p. 347)
VEJA NESTE BLOG:
O uso de blogs no ensino de literatura e redação
9 Set 2009
.....b) Um espaço de disponibilização de informação por parte do professor.
Enquanto “estratégia pedagógica” os blogs podem assumir a forma de:
.....a) Um portfólio digital.
.....b) Um espaço de intercâmbio e colaboração.
.....c) Um espaço de debate – role playing.
.....d) Um espaço de integração.
(GOMES, 2005, p. 312-313)
A utilização do Blog como ferramenta pedagógica [Oficina do Blog 2006] pode trazer diversos benefícios no processo de ensino-aprendizagem. Dentre os benefícios podem ser citados: a motivação (acompanhar a atualização da página todos os dias para ver se existem novidades), o trabalho em equipe (grupos trabalhando juntos para a elaboração de um Blog comum), o incentivo à pesquisa (a busca de conteúdos (novas informações, textos) em outras fontes para enriquecer o Blog), o desenvolvimento da criatividade (personalização do Blog: com links, ilustrações, etc.), a sensação de competitividade (os endereços dos Blogs de todos os grupos da turma ficam disponíveis), dentre outros.
Como um método de aprendizagem, o Blog ainda é considerado uma novidade na prática de ensino, porém aos poucos está ganhando espaço por ser uma técnica gratuita, de simples utilização e grande atrativo para o público infanto-juvenil. É um método classificado como simples pelo fato de que o usuário não precisa saber alguma linguagem de programação para criar seu próprio Blog, portanto os professores que ministram quaisquer disciplinas da grade curricular da escola podem facilmente manuseá-lo e, assim, preparar algumas aulas diferenciadas para apresentar seus conteúdos. Além disso, pode ser um novo canal de comunicação para a educação, incentivando o convívio e a aprendizagem de novas tecnologias. (BRUSAMARELO et alli., 2006, p. 347)
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O ciberespaço com sua organização em rede, que permite os enlaces intra e extratextuais que caracterizam o hipertexto, potencializa o desejo de um ensino interativo e dialógico capaz ...
Duas experiências com blogs no ensino de literatura brasileira
14 Set 2009
O trabalho com blogs feitos coletivamente pelos alunos ou em conjunto com o professor pode ser uma experiência muito gratificante. Para colocar em prática as leituras e reflexões que venho fazendo, faz duas semanas que iniciei com os ...
REFERÊNCIAS
BRUSAMARELO et al. A Utilização do Blog como Ferramenta de Ensino-Aprendizagem para o Ensino Médio na Escola Estadual Major Otávio Pitaluga. In: Anais do XXVI Congresso da SBC. Campo Grande/MS, 2006, p. 345–348. Disponível em: http://www.br-ie.org/pub/index.php/wie/article/viewFile/920/906 - acesso em 8/9/2010.
COSCARELLI, Carla V. Alfabetização e letramento digital. COSCARELLI, Carla V. e RIBEIRO, Ana E. (org). Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. 2. ed. Belo Horizonte: CEALE; Autêntica, 2007. p. 25-40.
GOMES, M. J. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In: VII Simpósio Internacional de Informática Educativa. Leiria/Portugal, Novembro, 2005. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.
GOMES, Maria João; LOPES, António Marcelino. Blogues escolares: quando, como e por quê? Disponível em:
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6487/1/gomes2007.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.
GUIMARÃES, José Ferreira. Internet e ensino de literatura: o que pensam os professores? In: II Conali. Anais. Maringá/PR:UEM. 2008. p. 714-719. (CD-Room)
MORAN, José M. Modificar a forma de ensinar. In: A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Papirus, 2007. p. 30-32.
14 Set 2009
O trabalho com blogs feitos coletivamente pelos alunos ou em conjunto com o professor pode ser uma experiência muito gratificante. Para colocar em prática as leituras e reflexões que venho fazendo, faz duas semanas que iniciei com os ...
REFERÊNCIAS
BRUSAMARELO et al. A Utilização do Blog como Ferramenta de Ensino-Aprendizagem para o Ensino Médio na Escola Estadual Major Otávio Pitaluga. In: Anais do XXVI Congresso da SBC. Campo Grande/MS, 2006, p. 345–348. Disponível em: http://www.br-ie.org/pub/index.php/wie/article/viewFile/920/906 - acesso em 8/9/2010.
COSCARELLI, Carla V. Alfabetização e letramento digital. COSCARELLI, Carla V. e RIBEIRO, Ana E. (org). Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. 2. ed. Belo Horizonte: CEALE; Autêntica, 2007. p. 25-40.
GOMES, M. J. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In: VII Simpósio Internacional de Informática Educativa. Leiria/Portugal, Novembro, 2005. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.
GOMES, Maria João; LOPES, António Marcelino. Blogues escolares: quando, como e por quê? Disponível em:
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6487/1/gomes2007.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.
GUIMARÃES, José Ferreira. Internet e ensino de literatura: o que pensam os professores? In: II Conali. Anais. Maringá/PR:UEM. 2008. p. 714-719. (CD-Room)
MORAN, José M. Modificar a forma de ensinar. In: A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Papirus, 2007. p. 30-32.