Um espaço para reflexão e discussão sobre a importância do ciberespeaço no ensino de literatura, leitura e escrita.
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
INSCRIÇÕES ABERTAS: Curso "Revistas literárias e sites de escritores no ciberespaço: como usar na escola?"
Nova Data: 26/04 (terça-feira)
Curso: "As revistas literárias e sites de escritores no ciberspaço: como usar na escola?"
: Coordenador: Marciano Lopes
Tópicos do Programa:
1- Transposição midiática - Márcio Prado - MANHÃ
2- Sites de escritores - Luzia Tofalini - MANHÃ
3- Revistas literárias - Marciano Lopes - TARDE
4- Sites e revistas de escritores de Literatura Infantil e Juvenil - Alice Martha e Marilurdes Zanine - TARDE :
Período para inscrições: 28/03/2011 a 19/04/2011 - Valor: Acadêmico R$ 20,00 - Não-Acadêmico R$ 20,00 - Vagas: mínimo de 30 e máximo de 100 vagas - Local do curso: auditório Adelbar de Barros - Bloco F-67 (CCE) - Carga horária: 20 horas
Inscrições:
Para se inscrever, gere o boleto e pague-o no banco (Caixa Econômica Federal) dentro do prazo estipulado no mesmo. Preencha o código de recolhimento (2708), o valor (R$ 20,00) e o nome por completo (todo por extenso) e corretamente, pois ele sairá no certificado* conforme você preenchê-lo no boleto.
Clique aqui pra gerar o boleto.
* Infelizmente, os certificados serão emitidos pela DEX, pois há duas resoluções pertinentes à questão que assim determinam.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
III CONALI - Congresso Nacional de Linguagens em Interação
Data 25 a 27 de maio de 2011
Local: Universidade Estadual de Maringá - UEM
Inscrições em março
Visitem o site http://www.conali.com.br
Local: Universidade Estadual de Maringá - UEM
Inscrições em março
Visitem o site http://www.conali.com.br
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
POESIA BRINCANTE: Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos, de Selma Maria
Alice Áurea Penteado Martha
A delicadeza e a propriedade do projeto gráfico-editorial do livro Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos, de Selma Maria, cativam o leitor imediatamente. Os poemas resultam de pesquisa da escritora que inventariou as brincadeiras de crianças que gostam de brincar “quietas” no sertão brasileiro, mais precisamente em Minas Gerais, e as transformou em versos lúdicos, novas brincadeiras sonoras para leitores de todas as idades e lugares:Fui muito curiosa, e entre os anos de 2003 e 2008, visitei várias vezes Morro da Garça, Cordisburgo e Andrequicé. Pequeninos lugares sertanejos onde me encantei com o brincar de muitos meninos cheios de alegria e imaginação. E a cada viagem eu aprendia mais, e queria saber mais e mais sobre esse tipo de brincar. (KUASNE, 2009:9)
Além dos paratextos “Brasinha, um menino quieto”, “Na barriga da poesia”, “O brincar do sertão” e “Fonte de brinquedo e poemas, a autora identifica jeitos criativos de brincar em capítulos temáticos: “Os brincares”, “Brinquedo-livro”, “Brinquedo-terra”, “Brinquedo-bicho”, “Brinquedo-cor”, Brinquedo-brinquedo”, “Brinquedo-pensamento”.
As ilustrações de Anne Vidal transportam nos traços as sensações e emoções dos versos; os tons “terra” das imagens, pequenas e delicadas, materializam sensorial e esteticamente a região ressequida do nordeste brasileiro, referência geográfica da obra de Selma Maria, com poemas que são exemplos fortes de que o cotidiano mais simples e humilde é motivo poético.
No capítulo “Os brincares”, Selma Maria poetiza sensações emotivas – “O que você prefere sentir?/Ouvir uma história medonha e ficar com frio na barriga?/Ou brincar na água a tarde inteira com a melhor amiga? (“Brincar de sensações”, p. 12)” -, auditivas – “Ouvir nas conchas/o som das ondas/do mar/ E o vaivém do ar...” ("Brincar de ouvir barulho”, p. 15) - , visuais – “Achar uma nuvem que passa no céu,/parecendo um medonho jacaré,/e vira um outro bicho qualquer” (“Brincar de olhar”, p. 20). Em “Brinquedo-livro”, os versos remetem os leitores às histórias, alegres, tristes, divertidas que encantam suas vidas:
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Além dos paratextos “Brasinha, um menino quieto”, “Na barriga da poesia”, “O brincar do sertão” e “Fonte de brinquedo e poemas, a autora identifica jeitos criativos de brincar em capítulos temáticos: “Os brincares”, “Brinquedo-livro”, “Brinquedo-terra”, “Brinquedo-bicho”, “Brinquedo-cor”, Brinquedo-brinquedo”, “Brinquedo-pensamento”.
As ilustrações de Anne Vidal transportam nos traços as sensações e emoções dos versos; os tons “terra” das imagens, pequenas e delicadas, materializam sensorial e esteticamente a região ressequida do nordeste brasileiro, referência geográfica da obra de Selma Maria, com poemas que são exemplos fortes de que o cotidiano mais simples e humilde é motivo poético.
No capítulo “Os brincares”, Selma Maria poetiza sensações emotivas – “O que você prefere sentir?/Ouvir uma história medonha e ficar com frio na barriga?/Ou brincar na água a tarde inteira com a melhor amiga? (“Brincar de sensações”, p. 12)” -, auditivas – “Ouvir nas conchas/o som das ondas/do mar/ E o vaivém do ar...” ("Brincar de ouvir barulho”, p. 15) - , visuais – “Achar uma nuvem que passa no céu,/parecendo um medonho jacaré,/e vira um outro bicho qualquer” (“Brincar de olhar”, p. 20). Em “Brinquedo-livro”, os versos remetem os leitores às histórias, alegres, tristes, divertidas que encantam suas vidas:
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Histórias compridas
Histórias da carochinha
histórias para boi dormir.
Uma foi feita para enrolar,
a outra, feita para mentir.
Uma cobra é muito comprida
quando nasce e quando corre.
Uma história é muito comprida
quando é chata e nunca morre.
(KUASNE, 2009: 26)
Os poemas do capítulo “Brinquedo-bicho” tratam de bichos que assemelham a brinquedos como os tatus-bola e de brinquedos que imitam animais, feitos pelas crianças no sertão brasileiro, que se divertem com o pouco que a natureza difícil lhes concede. No primeiro caso, temos os versos de “Bola” – “Tatu bola é nome dele./Esconde todo embolado na sua mão,/ ou muito acanhado pelo chão” (p.41); no segundo, a fatura do boi de sabugo de milho, em “Boi bonito”: “Fazer um boi todo malhado/era o brinquedo que eles tinham inventado./Precisava torrar muito sabugo de milho/para uma boiada formar/e com o fio do barbante puxar” (p.42). Em “Brinquedos-cor”, o colorido da terra e dos elementos da natureza:
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Histórias da carochinha
histórias para boi dormir.
Uma foi feita para enrolar,
a outra, feita para mentir.
Uma cobra é muito comprida
quando nasce e quando corre.
Uma história é muito comprida
quando é chata e nunca morre.
(KUASNE, 2009: 26)
Os poemas do capítulo “Brinquedo-bicho” tratam de bichos que assemelham a brinquedos como os tatus-bola e de brinquedos que imitam animais, feitos pelas crianças no sertão brasileiro, que se divertem com o pouco que a natureza difícil lhes concede. No primeiro caso, temos os versos de “Bola” – “Tatu bola é nome dele./Esconde todo embolado na sua mão,/ ou muito acanhado pelo chão” (p.41); no segundo, a fatura do boi de sabugo de milho, em “Boi bonito”: “Fazer um boi todo malhado/era o brinquedo que eles tinham inventado./Precisava torrar muito sabugo de milho/para uma boiada formar/e com o fio do barbante puxar” (p.42). Em “Brinquedos-cor”, o colorido da terra e dos elementos da natureza:
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Verde
Na folha o camaleão desaparece
e no tomate vermelho se enobrece.
No verde a lagarta se esconde
e surge no buraco-da-fruta-do conde.
(KUASNE, 2009: 46)
Ao resgatar brincadeiras infantis das comunidades do sertão mineiro, os poemas de Selma Maria comprovam a tese de Huizinga (1971), segundo a qual as potencialidades do jogo assemelham-se às da poesia e essa afinidade pode ser constatada na estrutura da imaginação criadora:
Boi bonito
Êta, meninos inventadeiros!
Como são bagunceiros e arteiros
esses filhos de violeiros, boiadeiros.
Inventam brinquedos nos fogareiros.
Outro dia até um sabugo de milho
foi para a fogueira,
brincar de Joana e morrer queimado.
Mas que nada!
Era a brincadeira da criançada!
Fazer um boi todo malhado
era o brinquedo que eles tinham inventado.
Precisava torrar muito sabugo de milho
para a boiada formar
e com o fio do barbante puxar.
(KUASNE, 2009: 42)
Na folha o camaleão desaparece
e no tomate vermelho se enobrece.
No verde a lagarta se esconde
e surge no buraco-da-fruta-do conde.
(KUASNE, 2009: 46)
Ao resgatar brincadeiras infantis das comunidades do sertão mineiro, os poemas de Selma Maria comprovam a tese de Huizinga (1971), segundo a qual as potencialidades do jogo assemelham-se às da poesia e essa afinidade pode ser constatada na estrutura da imaginação criadora:
Boi bonito
Êta, meninos inventadeiros!
Como são bagunceiros e arteiros
esses filhos de violeiros, boiadeiros.
Inventam brinquedos nos fogareiros.
Outro dia até um sabugo de milho
foi para a fogueira,
brincar de Joana e morrer queimado.
Mas que nada!
Era a brincadeira da criançada!
Fazer um boi todo malhado
era o brinquedo que eles tinham inventado.
Precisava torrar muito sabugo de milho
para a boiada formar
e com o fio do barbante puxar.
(KUASNE, 2009: 42)
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
As cores do mundo de Lúcia - de Jorge Fernando dos Santos

(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB)
Saiba que os poetas como os cegos
podem ver na escuridão.
(Edu Lobo/Chico Buarque de Holanda. Choro Bandido)
Saiba que os poetas como os cegos
podem ver na escuridão.
(Edu Lobo/Chico Buarque de Holanda. Choro Bandido)
A temática dos excluídos na literatura infantil vem crescendo nos últimos anos. No Brasil, encontramos muitos livros de literatura infantil que tratam de aspectos ligados àqueles que vivem isolados da sociedade por algum tipo de deficiência ou discriminação. Nos livros para o público infantojuvenil, encontramos assuntos que transitam da marginalidade à intolerância racial, Os livros “Marginal à esquerda”, de Ângela Lago, “Carvoeirinhos” de Roger Mello, “Sapato Alto” de Lygia Bojunga Nunes abordam temas modernos que antes não apareciam na literatura infantil brasileira.
Daniel Munduruku, com muita propriedade, procura redimir a figura do índio; Rogério Andrade Barbosa valoriza a cultura africana com histórias que remontam aos países africanos. Luciana Savaget, com uma série de livros sobre os árabes, traz...
(para ler o restante do texto, clique aqui e conheça o blog Nas trilhas da leitura, da Dra. Neide Medeiros Santos, excelente!)
Congresso: O insólito na literatura infanto-juvenil
O Insólito e a Literatura Infanto-Juvenil
III Encontro Nacional
O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional
IX Painel
Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional
Instituto de Letras da UERJ
18 a 20 de abril de 2011
III Encontro Nacional
O Insólito como Questão na Narrativa Ficcional
IX Painel
Reflexões sobre o insólito na narrativa ficcional
Instituto de Letras da UERJ
18 a 20 de abril de 2011
Inscrições com apresentação de trabalho em simpósio e/ou sessão de comunicações livres
até dia 10 de março. Para saber mais clique aqui.
até dia 10 de março. Para saber mais clique aqui.
Realização
SePEL.UERJ
Seminário Permanente de Estudos Literários
Grupo Nós do Insólito
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