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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O uso de blog no ensino de literatura: mais uma experiência

Há dois anos atrás desenvolvi uma experiência de uso de blogs no desenvolvimento de duas disciplinas do curso de Letras da UEM, a qual já foi apresentada aqui em outras postagens e, depois, tratada no curso sobre o uso de blogs como ferramenta de ensino. Passo agora a sugerir que conheçam o blog Era uma vez.., fruto de mais uma experiência similar, que estou desenvolvendo neste segundo semestre de 2011, com alunos da disciplina de Literatura Infanto-Juvenil Brasileira, do terceiro ano do curso de Letras Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa, também da Universidade Estadual de Maringá. Confiram, o trabalho está indo muito bem, o que se pode ver pela qualidade das postagens que podem ser encontradas no blog. No momento, o blog apresenta os seguintes marcadores/tópicos:




Deixem comentários apreciando o trabalho, toda crítica construtiva (seja positiva ou não) é bem vinda, pois contribui para o aprimoramento da proposta.



Marciano Lopes

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

As cores do mundo de Lúcia - de Jorge Fernando dos Santos


(Neide Medeiros Santos – Crítica literária – FNLIJ/PB)

Saiba que os poetas como os cegos
podem ver na escuridão.
(Edu Lobo/Chico Buarque de Holanda. Choro Bandido)


A temática dos excluídos na literatura infantil vem crescendo nos últimos anos. No Brasil, encontramos muitos livros de literatura infantil que tratam de aspectos ligados àqueles que vivem isolados da sociedade por algum tipo de deficiência ou discriminação. Nos livros para o público infantojuvenil, encontramos assuntos que transitam da marginalidade à intolerância racial, Os livros “Marginal à esquerda”, de Ângela Lago, “Carvoeirinhos” de Roger Mello, “Sapato Alto” de Lygia Bojunga Nunes abordam temas modernos que antes não apareciam na literatura infantil brasileira.
Daniel Munduruku, com muita propriedade, procura redimir a figura do índio; Rogério Andrade Barbosa valoriza a cultura africana com histórias que remontam aos países africanos. Luciana Savaget, com uma série de livros sobre os árabes, traz...

(para ler o restante do texto, clique aqui e conheça o blog Nas trilhas da leitura, da Dra. Neide Medeiros Santos, excelente!)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Esclarecimentos e Atividades

Olá a todos!

É com muita alegria que constatamos como foram proveitosos nossos encontros. Isso apenas reforça nossa certeza de que as próximas oficinas serão igualmente enriquecedoras. Parabéns para todos nós!

Gostaríamos de lembrar que nosso curso continua aqui, em nosso blog, com a discussão por meio dos comentários em cada uma das postagens relacionadas com o curso. As postagens são:

- Ambientes Virtuais de Aprendizagem
- Cibercultura
- Cibercultura e Formação de Professores
- O que é um blog
- O blog como ferramenta de ensino – problemas e proposições
- O blog como ferramenta de ensino – duas experiências na UEM
- O blog como espaço de mediação de leitura

Lembrem-se: nossas discussões com esse fim específico seguirão até a próxima segunda-feira, dia 11 de outubro. Esperamos vocês por aqui!

O blog como espaço de mediação de leitura

Ferramentas do ciberespaço despertam profundo interesse entre os jovens e muita insegurança entre o público mais maduro, notadamente entre professores, que reconhecem a importância delas, mas não as dominam suficientemente para levá-las para a sala de aula. Por essa razão, o tema deste módulo do Curso trata do conceito de mediação e de função do blog como suporte mediador de atividades de leitura e escrita em ambiente escolar. O conteúdo é relevante para o estabelecimento de proposta metodológica e deve oferecer subsídios para planejamento e implementação de blogs como ambiente de mediação entre leitores e textos gêneros diversos, a partir da criação de Oficinas de Leitura e Escrita em Blogs.

Tópicos para a leitura:

1- A Dimensão socioespacal do ciberespaço: uma nota

Carlos Alberto F. da Silva; Michele Tancman


Para que se possa ter acesso à via expressa de informação, é necessário que sejam estabelecidas as “condições ambientais” do ciberespaço. O ambiente construído é a expressão material que permite conexão com um novo sistema de relações sociais. Tais condições só são possíveis a partir de um arranjo espacial que inclui o computador, monitor, teclado, mouse, linha telefônica, provedor de acesso, redes telemáticas e outros meios eletrônicos capazes de nos conectar com o ciberespaço. Estas formas estáticas, aos quais estamos fisicamente ligados, nos transportam, através da virtualidade, para um mundo onde prevalecem as nossas sensações. A experiência de tempo e espaço não existe “nas coisas visíveis do ciberespaço”, mas sim aparecem somente na zona do subjetivo. Desse modo, o ciberespaço é uma veleidade, no sentido de abrir alguma possibilidade de enfoque idealista da materialidade social da sociedade moderna.

Para que possamos prosseguir se faz necessário esclarecer o que entendemos por “realidade virtual”. Trata-se, claramente de uma revolução. Uma alteração radical na forma de conceber o tempo e o espaço, e mesmo os relacionamentos. Segundo Pierre Levy (1996, p.16),” o virtual não se opõe ao real e sua efetivação material, mas sim ao atual”. Filosoficamente, o virtual é entendido como o que existe em potência e não em ato. O virtual é extensão do real, ou seja, é um real latente. As imagens virtuais fazem mediação da realidade. O tempo instantâneo e espaço virtual são os novos vetores que se inserem e se articulam ao ambiente construído pela sociedade em rede telemática.

Leia mais:



2- Blogs na Educação: Blogando algumas possibilidades pedagógicas
Adriana Ferreira Boeira


[...] cabe ao professor apropriar-se das novas tecnologias de informação e comunicação (NTics) refletindo sobre suas possibilidades, propondo atividades e estratégias diferenciadas ao utilizar os blogs. Os blogs estão sendo explorados por alunos e professores e a cada dia surgem formas diferentes de utilizá-lo: podem ser utilizados como um recurso pedagógico ou como uma estratégia pedagógica.

Gomes e Lopes (2007, p. 121) apresentam uma representação esquemática da exploração dos blogs como recurso ou como estratégia pedagógica.

[ gráfico]

O que diferencia o blog utilizado como um recurso pedagógico do blog utilizado como uma estratégia pedagógica são as atividades e estratégias propostas no ambiente e o papel assumido pelo professor e pelos alunos.

Ressalta-se que as estratégias e atividades propostas pelos professores, independente do ambiente (sala de aula, laboratório de informática ou ambiente virtual de aprendizagem) e ou recursos que utiliza (giz, livro, computador...) vão depender da Epistemologia, da sua concepção de aprendizagem, conhecimento e aluno, que apóia sua prática.

A utilização de blogs como recurso ocorre quando é utilizado como um depósito de informações, onde os alunos assumem um papel receptivo e o professor ativo, disponibilizando links, materiais de aula e conteúdos selecionados que devem ser consultados pelos alunos na sua disciplina. Nesta perspectiva o professor assume posição mais diretiva, onde impõe os conteúdos e fontes de pesquisa e o aluno assume um papel de mero receptor de informações.
Do mesmo modo, existem blogs utilizados na educação que vão além da exposição de conteúdos e indicação de links e conteúdos. São os blogs que abrem espaço para os comentários e exposições de idéias dos alunos. Desta forma, os alunos podem refletir sobre os conteúdos estudados e links acessados e a partir daí, comentar no blog sua reflexão, opinião, entendimento, dúvidas e sugestões sobre o assunto tratado tendo como finalidade possibilitar uma troca de opiniões sobre determinado assunto.



3- Blogues escolares: quando, como e porquê?
Maria João Gomes; António Marcelino Lopes


No que se refere à utilização dos blogues como recurso pedagógico, podemos destacar essencialmente dois tipos de abordagem. Uma das abordagens consiste na utilização de blogues “alheios “à escola, muitas vezes até alheios ao contexto escolar em geral, mas que o professor considera como fonte de informação e, eventualmente de contactos, relevante no contexto das disciplinas/áreas disciplinares que lecciona. Frequentemente, são blogues desenvolvidos a título pessoal, por profissionais credíveis, que podem proporcionar uma boa fonte de informação actualizada e rigorosa. Estes blogues podem ser indicados aos alunos, ou linkados a partir, por exemplo da página institucional da escola ou de um blogue do professor e/ou da turma.

Um dos problemas da utilização de blogues não institucionais como recurso pedagógico, fonte de informação e/ou de contactos relevantes, para os alunos, é o facto de exigirem uma prévia e cuidadosa análise do seu rigor e credibilidade por parte do professor. Esta tarefa nem sempre é fácil, dado ser muito frequente uma quase ausência de informação sobre o perfil dos autores de blogues, que possam assegurar a qualidade e rigor da informação que disponibilizam.

Uma outra exploração dos blogues enquanto recurso pedagógico, consiste na criação e dinamização pelo próprio professor ou grupo de professores de um blogue centrado na abordagem de conteúdos relacionados com a área que lecciona. Frequentemente, este tipo de blogues, procura disponibilizar informação que acompanha a sequência de assuntos tratados nas aulas e/ou identifique e referencie notícias e acontecimentos recentes que apresenta relações com temáticas curriculares .

A utilização dos blogues apenas como um ”recurso pedagógico” centra-se essencialmente na possibilidade de proporcionar aos alunos formas adicionais de acesso à informação que se pressupõe actualizada e relevante. Neste tipo de exploração o aluno assume uma posição relativamente passiva, limitando-se frequentemente à leitura dos posts, eventualmente colocando algum comentário às mensagens/posts já existentes.

Uma outra abordagem, em termos de exploração pedagógica, dos blogues, está centrada não tanto na criação de condições de acesso a informação actual disponibilizada pelo professor ou por sujeitos e/ou entidades que o professor reconhece como credível, mas sim em torno das actividades que o aluno precisa de desenvolver no âmbito da actividade de bloguer. Neste contexto, o aluno desempenha frequentemente um papel de autor ou co-autor dos blogues, existindo todo um leque diversificado de actividades a desenvolver, antecedendo a publicação de mensagens (postagem), às quais estão associadas objectivos de aprendizagem e desenvolvimento de competências. A exploração dos blogues dentro desta perspectiva, transforma-os, mais do que num recurso pedagógico, numa estratégia de ensino-aprendizagem, que visa conduzir os alunos a actividades de pesquisa, selecção, análise, síntese e publicação de informação, com todas as potencialidades educacionais implicadas. Na figura 4 procura representar-se de forma esquemática os principais tipos de explorações pedagógicas dos blogues, quer perspectivando-os essencialmente como “recurso” a disponibilizar aos alunos, quer como “estratégia pedagógica”, funcionando como suporte e interface tecnológico para diversas actividades de aprendizagem.


4- “Problemas associadas à utilização dos weblogs no ensino”. In: Os weblogs e a sua apropriação por parte dos jovens universitários. O caso do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Algarve.
Neuza Baltazar; Joana Germano


Quando pensamos em todas a potencialidades que os weblogs têm quando aplicados ao ensino, parece-nos óbvio que esta ferramenta tem todas as características para melhorar o ensino a vários níveis. Se pensarmos no grande interesse e curiosidade que a maioria dos jovens sente face às novas tecnologias e aos novos media, parece-nos óbvio que o seu interesse pelos weblogs os fará envolverem-se num blog criado por um professor como espaço de continuidade de uma disciplina. No entanto, não é assim tão simples e o envolvimento dos alunos nem sempre corresponde ao que o professor desejaria.
É um facto que os mais jovens se sentem muito atraídos e motivados pela Internet, pelos videojogos e pela maioria dos recursos tecnológicos que nos rodeiam, todavia nem sempre é fácil motivá-los para utilizar os recursos tecnológicos como complemento das aulas.
De acordo com um estudo realizado por Silva (2005), a grande maioria dos utilizadores de blogs em Portugal encontra-se entre os 18 e os 40 anos de idade, sendo que a distribuição de bloggers tanto na faixa etária de 18 a 24 e de 25 a 29 é de 18,2%. No entanto é preciso ter em consideração que este estudo realizado por Silva apenas abrangeu pessoas entre os 18 e os 64 anos de idade, pelo que não temos dados sobre o interesse que os jovens com menos de 18 anos sentem pelos weblogs.

[...].

Todavia, parece que os mais jovens fazem uma clara distinção entre divertimento e tempos livres e a escola, que é sempre associada a obrigatoriedade. Desta forma, nem sempre é fácil convencer os alunos a escrever e a participar num blog desenvolvido no âmbito de uma disciplina. Acreditamos que tal se deve a variados factores, como por exemplo, a ideia de que a escola é uma obrigatoriedade e que essa mesma deve terminar quando se sai pela porta da sala de aula; a ideia de que o blog da disciplina pertence ao professor e não a todos e cada um dos elementos da turma; escrever num blog que vai ser lido pelo professor e pelos colegas significa algum tipo de avaliação, pelo que é necessário saber sobre o que escrever e ter cuidado com a forma como se escreve; para escrever com alguma qualidade é preciso conhecer determinado assunto, pesquisar, reflectir e redigir e, para além de tudo isto, é preciso dispor de algum tempo para participar.

O blog como ferramenta de ensino – problemas e proposições

Na maioria das vezes o que se observa é a utilização do computador como pretexto para o ensino do manuseio do equipamento, para a digitação de textos, substituindo assim a máquina de escrever, e a utilização de programas de apresentação de slides. Atividades que nas palavras de Coscarelli “podem transformar o computador em um lindo quadro que não é mais de giz nem é negro, mas que vai funcionar em sala de aula da mesma forma que as tão conhecidas lousas, que servem de suporte para o professor apresentar todo o saber” (2007: 26). (GUIMARÃES, 2008, p. 715).


Podemos concluir que os professores se utilizam das tecnologias disponíveis, e no escopo deste trabalho o computador e a internet, apenas para suas necessidades básicas. O computador é utilizado para a reprodução de materiais, uma junção de mimeógrafo e máquina de escrever. A internet é utilizada para obtenção de informação geral e “elaboração” de materiais. Impera entre os professores a visão da internet como a virtualização da enciclopédia, sem qualquer vinculação com a possibilidade de seu uso para o aperfeiçoamento profissional.
O que se percebe no diálogo com os professores é que embora reconheçam as varias possibilidades apresentadas pela internet no campo dos estudos literários, eles não vêem essas possibilidades como algo passível de realização. (GUIMARÃES, 2008, p. 718).


A aquisição da informação, dos dados, dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do professor – o papel principal – é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Dessa forma, o papel do professor passará para o de orientador e facilitador do conhecimento. (MORAN, 2007)


As utilizações potenciais dos blogs como recurso e como estratégia pedagógica são muito diversificadas e sobre elas faremos de seguida algumas considerações. Embora a distinção entre os blogs enquanto “recurso pedagógico” e os blogs enquanto “estratégia pedagógica” nem sempre seja clara e, frequentemente, seja de natureza algo arbitrária, vamos adoptá-la para efeitos de sistematização da nossa exposição. Enquanto recurso pedagógico os blogs podem ser:
.....a) Um espaço de acesso a informação especializada.
.....b) Um espaço de disponibilização de informação por parte do professor.
Enquanto “estratégia pedagógica” os blogs podem assumir a forma de:
.....a) Um portfólio digital.
.....b) Um espaço de intercâmbio e colaboração.
.....c) Um espaço de debate – role playing.
.....d) Um espaço de integração.
(GOMES, 2005, p. 312-313)


A utilização do Blog como ferramenta pedagógica [Oficina do Blog 2006] pode trazer diversos benefícios no processo de ensino-aprendizagem. Dentre os benefícios podem ser citados: a motivação (acompanhar a atualização da página todos os dias para ver se existem novidades), o trabalho em equipe (grupos trabalhando juntos para a elaboração de um Blog comum), o incentivo à pesquisa (a busca de conteúdos (novas informações, textos) em outras fontes para enriquecer o Blog), o desenvolvimento da criatividade (personalização do Blog: com links, ilustrações, etc.), a sensação de competitividade (os endereços dos Blogs de todos os grupos da turma ficam disponíveis), dentre outros.
Como um método de aprendizagem, o Blog ainda é considerado uma novidade na prática de ensino, porém aos poucos está ganhando espaço por ser uma técnica gratuita, de simples utilização e grande atrativo para o público infanto-juvenil. É um método classificado como simples pelo fato de que o usuário não precisa saber alguma linguagem de programação para criar seu próprio Blog, portanto os professores que ministram quaisquer disciplinas da grade curricular da escola podem facilmente manuseá-lo e, assim, preparar algumas aulas diferenciadas para apresentar seus conteúdos. Além disso, pode ser um novo canal de comunicação para a educação, incentivando o convívio e a aprendizagem de novas tecnologias. (BRUSAMARELO et alli., 2006, p. 347)


VEJA NESTE BLOG:

O uso de blogs no ensino de literatura e redação
9 Set 2009
O ciberespaço com sua organização em rede, que permite os enlaces intra e extratextuais que caracterizam o hipertexto, potencializa o desejo de um ensino interativo e dialógico capaz ...

Duas experiências com blogs no ensino de literatura brasileira
14 Set 2009


O trabalho com blogs feitos coletivamente pelos alunos ou em conjunto com o professor pode ser uma experiência muito gratificante. Para colocar em prática as leituras e reflexões que venho fazendo, faz duas semanas que iniciei com os ...


REFERÊNCIAS

BRUSAMARELO et al. A Utilização do Blog como Ferramenta de Ensino-Aprendizagem para o Ensino Médio na Escola Estadual Major Otávio Pitaluga. In: Anais do XXVI Congresso da SBC. Campo Grande/MS, 2006, p. 345–348. Disponível em: http://www.br-ie.org/pub/index.php/wie/article/viewFile/920/906 - acesso em 8/9/2010.

COSCARELLI, Carla V. Alfabetização e letramento digital. COSCARELLI, Carla V. e RIBEIRO, Ana E. (org). Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. 2. ed. Belo Horizonte: CEALE; Autêntica, 2007. p. 25-40.

GOMES, M. J. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In: VII Simpósio Internacional de Informática Educativa. Leiria/Portugal, Novembro, 2005. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.

GOMES, Maria João; LOPES, António Marcelino. Blogues escolares: quando, como e por quê? Disponível em:
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6487/1/gomes2007.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.

GUIMARÃES, José Ferreira. Internet e ensino de literatura: o que pensam os professores? In: II Conali. Anais. Maringá/PR:UEM. 2008. p. 714-719. (CD-Room)

MORAN, José M. Modificar a forma de ensinar. In: A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. São Paulo: Papirus, 2007. p. 30-32.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Leitura e escrita em blogs

Nos dias 21 e 28 de setembro de 2010, na Universidade Estadual de Maringá, teremos o curso de extensão “Leitura e escrita em blogs”, que visa atingir professores das redes municipal e estadual de ensino, alunos de graduação e pós-graduação, além de demais interessados. O curso prevê um investimento de R$10,00 (valor único) e oferecerá discussões sobre os seguintes tópicos:

Apresentação de ambientes virtuais de aprendizagem para capacitação de professores (Moodle)
Ministrante: Márcio Roberto do Prado

Conceituação de cibercultura (O que é)
Ministrante: Márcio Roberto do Prado

Cibercultura e formação de professores
Ministrante: Márcio Roberto do Prado

O que é um blog?
Ministrante: Tânia Braga Guimarães

O blog como ferramenta de ensino
Ministrante: Marciano Lopes e Silva

O blog como mediação de leitura
Ministrantes: Rosa Maria Graciotto Silva e Alice Áurea Penteado Martha

O blog como ambiente de escrita
Ministrantes: Tânia Braga Guimarães e Marilurdes Zanini

Oficina de leitura e escrita em blogs
Ministrantes: Tânia Braga Guimarães, Rosa Maria Graciotto Silva e Alice Áurea Penteado Martha

Práticas de leitura e escrita em blogs (carga horária a ser cumprida em atividades extraclasse)
Ministrantes: Tânia Braga Guimarães, Marciano Lopes e Silva, Márcio Roberto do Prado, Rosa Maria Graciotto Silva, Marinês Zanini e Alice Áurea Penteado Martha

Acompanhem as próximas postagens sobre cada um dos temas e preparem-se para uma rica discussão que será enriquecedora para todos nós!


INSCRIÇÕES (até o dia 16/09/2010): apenas R$ 10,00 Como fazer?
a) Anote o número do Código de Recolhimento: 2545

b) Entre na página da PAD-UEM e digite o número anotado no campo "Guia de Recolhimento". Preencha-o com as informações solicitadas (Nome, CPF e valor da inscrição) e o boleto bancário será gerado.

c) Faça o pagamento no banco (Caixa Econômica Federal) em até dois dias e você estará inscrito. Se o pagamento não for feito em tempo hábil, será necessário gerar novo boleto. Para isso repita o procedimento aqui explicado.

Para entrar na página da PAD-UEM, clique aqui.

ATENÇÃO:

Guarde o recibo de pagamento
para apresentá-lo no dia do evento.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Duas experiências com blogs no ensino de literatura brasileira

O trabalho com blogs feitos coletivamente pelos alunos ou em conjunto com o professor pode ser uma experiência muito gratificante. Para colocar em prática as leituras e reflexões que venho fazendo, faz duas semanas que iniciei com os alunos de três turmas do curso de Letras da UEM uma proposta de produção de blogs aliados ao trabalho de seminário em sala de aula.






Nas turmas de Literatura Brasileira: Poesia, do 2º ano de Letras noturno (habilitações duplas), formaram-se grupos de cinco membros, cabendo a cada grupo manter um blog cujo tema é o ponto sorteado para o seminário da última avaliação. Além dos blogs dos grupos, criei um gerenciado só por mim para a disciplina (Poetas do Brasil), tendo por objetivo tratar dos poetas da fase colonial até o modernismo (que será o período estudado em classe), ficando o período posterior para eles tratarem nos blogs e no seminário. Dessa forma, é possível minimizar as lacunas impreenchíveis devido ao reduzidíssimo tempo de um semestre para estudar toda a poesia brasileira desde o período colonial até a contemporaneidade.







Com a terceira turma, da disciplina de Tópicos de Literatura Brasileira, em que estaremos estudando o conto contemporâneo pós 70, resolvemos fazer um único blog, que vai ser alimentado por mim e pelos grupos, que também receberam um ponto temático cada um. Trata-se do blog Contos e encontros, no qual minha parte é a de postar os textos relativos aos conteúdos que estarão sendo trabalhados em classe.

As vantagens com relação à avaliação tradicional dividida em prova escrita, artigo e seminário são várias, mas falarei sobre elas em um futuro texto. Somente adianto alguns critérios de avaliação estabelecidos e que serão fundamentais para garantir a qualidade da produção, a pesquisa contínua sobre o tema (evitando aqueles trabalhos feitos na última hora) e a interatividade (de modo que cada grupo não fique com suas leituras restritas ao seu tema, como acontece nos seminários em geral):
a) número mínimo de postagens: uma por semana;
b) variedade nos tipos e gêneros textuais assim como nas mídias utilizadas em cada postagem, as quais têm diferentes pesos na avaliação conforme a quantidade de informação agregada à(s) original(is),
c) interatividade com os demais grupos (cada um deve visitar os outros blogs ou as postagens dos outros grupos – no caso do trabalho coletivo em um único blog – e deixar recados, comentários, críticas, perguntas etc.).

Acompanhem o trabalho. Visitem o "blog-mãe" Poetas do Brasil - que levará através dos links favoritos e das visitas mais recentes aos demais blogs produzidos pelos grupos das duas turmas de Literatura Brasileira: Poesia. Visitem também o blog Contos e encontros, da disciplina de Tópicos de Literatura Brasileira, em que todos trabalhamos coletivamente em um único espaço.

Endereços:




Marciano Lopes e Silva

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O uso de blogs no ensino de literatura e redação

O ciberespaço com sua organização em rede, que permite os enlaces intra e extratextuais que caracterizam o hipertexto, potencializa o desejo de um ensino interativo e dialógico capaz de romper com a passividade do aluno, tornando-o um construtor do conhecimento juntamente com o professor, que deixa de ser um simples transmissor. É nessa perspectiva que se encontra a proposta de Maria João Gomes (2005) quanto à utilização de blogs no ensino. Segundo ela, eles podem ser usados como recurso ou estratégia pedagógica. Enquanto recurso são possíveis os seguintes usos pedagógicos dos blogs:

a) um espaço de acesso à informação especializada, seja pelo professor ou pelo aluno;
b) um espaço para o professor disponibilizar informações, ou seja, funciona como um livro on-line onde ele vai postando os textos a serem estudados na classe ou fora dela.

Enquanto estratégia pedagógica, podem ser utilizados como:

c) um potfólio digital, ou seja, espécie de diário de classe do aluno (ou de um grupo de alunos) onde se registra o “acompanhamento e a reflexão sobre as actividades e temáticas abordadas ao longo das aulas” (GOMES, 2005, p. 314);
d) um espaço de intercâmbio e colaboração em que alunos e professores de diferentes escolas, muitas vezes em regiões isoladas, possam interagir em torno de um projeto ou problema comum;
e) um espaço de debate e simulação de debate (excelente para aulas de produção de textos ou debate de ideias);
f) um espaço de integração, possibilitando ao aluno afastado da escola ou da sala de aula acompanhar os conteúdos estudados e interagir com o professor e a classe.

A diferença entre usá-los como recurso ou estratégia está relacionada com a relação que se estabelece entre o professor e os alunos no processo de ensino e aprendizagem. No primeiro caso, o seu uso privilegia o pólo do professor no papel ativo de produzir e postar os conteúdos, cabendo aos alunos lê-los e, no máximo, comentá-los; no segundo, privilegia o pólo dos alunos, a quem cabe a tarefa de produzir os textos e postá-los para comentários e orientações do professor. Nesse caso, o professor incentiva os alunos para que sejam os responsáveis por todo o processo de construção do conhecimento, que abrange a pesquisa, a seleção, a reorganização e a síntese das informações a serem postadas. Entreos dois pólos, há muitas combinações possíveis, entre os quais acrescentaria o de criar-se um blog para uso comum do professor e dos alunos, todos se responsabilizando pelo trabalho de pesquisa, seleção, organização e produção de postagens em torno de temas estabelecidos em comum acordo.

Desenvolver o ensino de redação e a produção textual no ciberespaço torna-se muito mais dinâmico e produtivo graças a sua estrutura. Conforme observa Daniel Cassany (s/d, p. 7):

Em conjunto, con la estructura hiper e inter-textual el escrito se convierte em um objeto comunicativo más abierto (que admite actualizaciones continuadas), versátil (permite diversidad de itinerarios), interconectado (relacionado com el resto de recursos enciclopédicos de la red) y significativo (multiplica sus posibilidades interpretativas).

Por tais características, a realização de oficinas de produção de textos on-line – sejam literários ou não – é algo bastante interessante. E o trabalho com blogs feitos coletivamente pelos alunos ou em conjunto com o professor pode ser uma experiência muito gratificante.
Marciano Lopes
Referências:

CASSANI, D. De lo analógico a lo digital. El futuro de La enseñanza de la composición. Lectura y vida. Revista latinoamericana de lectura. Año 21, n. 2, junio, 2000. Disponível em www.cerlalc.org/redplanes/.../Cassany_Analogica_a_digital.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.

GOMES, M. J. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In: VII Simpósio Internacional de Informática Educativa. Leiria/Portugal, Novembro, 2005. Disponível em https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/4499/1/Blogs-final.pdf. - Acesso em 10 de agosto de 2009.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Três dicas de blogs e portais de educação

1) Portal Ensinando - Objetivo: pretende consolidar-se como um porto para os professores e pedagogos navegantes da internet. Para isso tem trabalhado para construir uma forte imagem de eficiência, confiabilidade e agilidade. Tem firmado parcerias com instituições renomadas e pretende em médio prazo atingir de forma mais abrangente os países de língua portuguesa.Pretendemos crescer consistentemente, construindo uma sólida rede de parceiros e colaboradores satisfeitos com nossos serviços. A organização da empresa está baseada em procedimentos padrões, na forma de fluxograma de fácil entendimento para novos funcionários e estagiários, visando assim descentralizar os serviços. Além de contar com colaboradores renomados de todo país. A assistência é feita a todos os que necessitam, com atendimento personalizado, agilidade que a internet oferece. Garantia de qualidade e capacitação contínua, estão entre as prioridades estratégicas da empresa. Link:
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2) Construindo, trocando, educando (CTE) - Quem são: Os membros são professores da Equipe de formação da GEIF - Gerencia de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação de Pernambuco. Está localizada na UEAD (Unidade de Educação a Distancia), responsavel pela formação dos Coordenadores de CTE - Central de Tecnologia. Link:
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3) Educa Tube - Criado (MAIO/2009) para indicar vídeos de e para educadores, além de sugerir diversos recursos tecnológicos com fins educativos. Apesar de recente, o blog tem muito material disponível, além de orientações sobre procedimentos de informática, tais como transformar slides feitos no power point em vídeo para disponibilizá-los no You Tube. Link:
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Pesquisa: Marciano Lopes