quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cibercultura e Formação de Professores

Todos aqueles que estão familiarizados com a dinâmica da educação sabem, há um bom tempo, que os professores não são a sede de um saber inequívoco que deve ser passado a uma passiva sala repleta de alunos que receberiam o conhecimento como um saco vazio à espera de quem o preencha. O processo de ensino-aprendizagem é dinâmico e se traduz em uma via de mão dupla na qual tanto o educador quanto o educando desempenham papéis importantes e ativos. Embora esse discurso seja extremamente familiar, ainda encontramos educadores que demonstram resistência diante desse processo de descentralização valorativa que reconhece os atores da educação em termos que, embora possam ser distintos, atualizam-se na mesma importância e relevância.

No caso das demandas realmente atuais, tal cenário potencialmente complicado é ainda mais evidente, uma vez que a natureza do ciberespaço e da cibercultura descentraliza ainda mais, em termos tanto valorativos quanto informacionais, todo o contexto da educação. O que considerar hoje como informação válida ou referendada? Como determinar o limite entre a busca de fontes e o plágio? Em que medida a internet atua como inimiga ou aliada do professor no momento em que este se depara com um aluno completamente acostumado a uma busca e disseminação de informações em tempo real e em constante atualização? Essas são questões que nos assaltam por vezes e, no caso de professores formadores de leitores e escritores (ainda que sem a conotação estritamente “artística” do termo), algumas outras ainda podem surgir, tais como: qual o espaço que restou à literatura tradicional no contexto cibercultural? O ato de leitura e o ato de escrita estão se perdendo ou se transformando? O pode e o que deve fazer o professor diante desse quadro ainda repleto de incertezas? Essas são algumas outras questões que podem surgir, mas definitivamente não são as únicas.

Para buscar respondê-las ou ao menos problematizá-las, em um terceiro momento de nosso curso, partamos novamente de alguns trechos de obras que tocam o tema e que nos ajudarão em nossa discussão.

Sobre a virtualização do texto e da leitura:

Pode-se dizer que um ato de leitura é uma atualização das significações de um texto, atualização e não realização, já que a interpretação comporta uma parte não eliminável de criação. A hipercontextualização é o movimento inverso da leitura, no sentido em que produz, a partir de um texto inicial, uma reserva textual e instrumentos de composição graças aos quais um navegador poderá projetar uma quantidade de outros textos. O texto é transformado em problemática textual. Porém, mais uma vez, só há problemática se considerarmos acoplamentos humanos-máquinas e não processos informáticos apenas. Então se pode falar de virtualização e não mais apenas de potencialização. De fato, o hipertexto não se deduz logicamente do texto fonte. Ele resulta de uma série de decisões: regulagem do tamanho dos nós ou dos módulos elementares, agenciamento das conexões, estrutura da interface da navegação, etc. No caso de uma hipercontextualização automática, essas escolhas (a invenção desse hipertexto particular) vão intervir ao nível da concepção e da seleção do programa. (LÉVY, 2001, p. 41-2)


Sobre a relação do texto com o computador:

Considerar o computador apenas como um instrumento a mais para produzir textos, sons ou imagens sobre suporte fixo (papel, película, fita magnética) equivale a negar sua fecundidade propriamente cultural, ou seja, o aparecimento de novos gêneros ligados à interatividade. […] O computador é, portanto, antes de tudo um operador de potencialização da informação. (LÉVY, 2001, p. 41)

Sobre o hipertexto:

Um hipertexto é uma matriz de textos potenciais, sendo que alguns deles vão se realizar sob o efeito da interação com um usuário. Nenhuma diferença se introduz entre um texto possível da combinatória e um texto real que será lido na tela. […] O virtual só eclode com a entrada da subjetividade humana no circuito, quando num mesmo movimento surgem a indeterminação do sentido e a propensão do texto a significar, tensão que uma atualização, ou seja, uma interpretação, resolverá na leitura. (LÉVY, 2001, p. 40)

Sobre a atuação do professor e os recursos tecnológicos:

Infelizmente, uma parte dos educadores adota uma certa tecnologia apenas num dado momento de sua carreira: a televisão, o rádio, o retroprojetor, o projetor de slides e, mais recentemente, o computador, recursos que acabam sendo “parafernálias eletrônicas” que o professor utiliza apenas para não ser considerado “quadrado”, ou para ter maior segurança, ou para obter status perante seus colegas. E a outra parte lamenta-se por não ter em sua escola tecnologias disponíveis: “eu quero me atualizar, mas não me dão condições…”. Notamos que, na maioria dos casos em que esses equipamentos são adquiridos, acabam sendo jogados em um depósito, onde, por fim, deterioram-se. Frequentemente, lamenta-se pela sorte dessa aparelhagem eletrônica “tão generosamente cedida pelo Estado” ou “adquirida com tantos sacrifícios pelas Associações de Pais e Mestres”. Fala-se em desperdício, mas raramente se pergunta o porquê desse destino.

Grande parte da má utilização das tecnologias educacionais, ao nosso ver, deve-se ao fato de muitos professores ainda estarem presos à preocupação com equipamentos e materiais em detrimento de suas implicações na aprendizagem. De um lado, as inovações – referentes a novos métodos de ensino ou ao emprego da televisão, de slides, de vídeo e, agora, do computador – têm esse apelo de deslumbramento; de outro, elas não são integradas facilmente ao cotidiano escolar. (BRITO & PURIFICAÇÃO, 2008, p. 40-1)


Referências

BRITO, G.; PURIFICAÇÃO, I. Educação e novas tecnologias: um repensar. Curitiba: Ipbex, 2008.

LÉVY, P. O que é o virtual? Tradução Paulo Neves. São Paulo: 34, 2001.

45 comentários:

  1. Não há dúvida de que o professor precisa dominar as novas tecnologias, mas será que as Universidades estão cumprindo seu papel na formação do professor?, Será que os acadêmicos de cursos de licenciaturas tem acesso e fazem uso de tecnologias nas ulasde prática de ensino?, Não seria a nossa formação estrictamente tradicional?

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  2. Olá, Juana,

    Esse é um ponto de suma importância. Se devemos trazer o discurso da necessidade de uma melhor interação do professor com novas tecnologias, sem dúvida a universidade deve também lançar mão desses recursos na formação do futuro professor. Aliás, por sinal, o curso de Letras a Distância da UEM oferece uma disciplina intitulada justamente "Novas Tecnologias no Ensino de Língua Inglesa". Como vê, alguns passos (importantes) começam a ser dados nesse sentido.

    Grande abraço!

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  3. Para boa parte dos alunos há uma imagem muito forte do professor como alguém defasado.
    A conversa com os colegas professores, as interações sociais, os cursos contribuem para melhorar as práticas em sala de aula. Some-se a isso, uma parcela de personalidade do professor: aquele que busca algo a mais.Mesmo assim, pode ser complicado arrumar tempo para trabalhar bem e manter a vida familiar e social em dia.

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  4. Concordo com a Juana quando ela diz que o problema está lá na formação do professor,pois não conheço ninguém, nem os mais jovens, que tenha se familiarizado com as ferramentas tecnológicas na academia. Também acho que o professor comprometido precisa de mexer,buscar novas estratégias e não ficar apenas reclamando.
    A iniciativa do professor Marciano de trabalhar com os blogs na graduação é louvável. É de iniciativas como essas que precisamos. Se não, continuaremos a ser conhecidos como profissinais defasados, como bem lembrou a professora Alice. Tenho que dizer que esse rótulo me revolta, pois desde que saí da graduação nunca parei de estudar, mas vejo colegas que não se dão ao trabalho nem de assistir a um jornal para ver as últimas notícias.

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  5. É inegável a importância da utilização de novas tecnologias para o processo de ensino aprendizagem a todo o momento o professor se depara com alunos acostumados a lidar com elas em seu cotidiano. O professor mediador do saber muitas vezes está aquém do conhecimento do aluno nessa questão, o que gera angústia, pois há um atraso que precisa ser revisto com carinho.

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  6. Penso que para a maioria dos professores ainda é difícil fazer uso dos recursos tecnológicos com desenvoltura, mas acredito que todos já estão tentando se familiarizar com eles para uma melhor utilização no ensino/aprendizagem.

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  7. Nem todos os recursos pedagógicos disponibilizados nas escolas são usados, concordo em parte que diz que o professor "lamenta-se pela sorte dessa aparelhagem eletrônica “tão generosamente cedida pelo Estado” ou “adquirida com tantos sacrifícios pelas Associações de Pais e Mestres”, porém nem todos os profissionais tem conhecimento ou aperfeiçoamento para uso de tal aparelhagem, outro fator que considero sério é que os computadores enviados às escolas geralmente são poucos, ou seja, insuficientes para uso de uma turma de alunos e além do mais, na maioria das escolas não há uma pessoa adequada para cuidar desse laboratório de informática montado no colégio, ficando assim, como único responsável o professor que leva seus alunos a este laboratório. Assim, muitos acomodam-se no seu "mundinho"e deixam de levar a informação diferenciada a maioria dos educandos. Eliane Marina Tirapelle Brasil

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  8. O profissional da educação precisa estar atento às mudanças e fazer uso das novas tecnologias que estão à nossa disposição. Não podemos ficar defasados e parados notempo.

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  9. Não consigo mais imaginar uma educação de qualidade sem o auxílio da tecnologia, porém estar conectado não significa incluído na cibercultura. Os profissionais da educação não podem convidar seus alunos para um portal virtual de informação e continuar suas aulas como se fosse uma palestra passiva e individual, precisam sim, buscar alternativas e este é o papel das universidades, garantir que chegue até nós as inovações metodológicas. Parabéns pela iniciativa do projeto de Blogs.

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  10. Os avanços tecnológicos estão aí, a cada dia surge algo novo e enquanto professores precisamos nos informarmos e aprendermos a usar essas novas ferramentas. Necessitamos de uma formação continuada mais efetiva no sentido de inovações tecnológicas e o uso das mesmas no processo ensino-aprendizagem. Já as universidades e faculdades precisam formar os novos professores proporcionando o uso dessas e outras inovações.Pois a cada momento surgem questionamentos que não temos a resposta, não sabemos qual é o melhor caminho para sanar alguns problemas nas escolas.
    Portanto, a nossa formação não deve parar nunca, estamos sempre em busca.

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  11. Confesso, que antes do curso, achava que a internet atuava mais como inimiga do professor do que uma aliada, por causa das colagens de trabalhos entregues pelos alunos.Agora, penso que a internet pode auxuliar o professor, no processo ensino aprendizagem, principalmente no que se refere à escrita, já que este ato vem se transformando com as redes sociais.

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  12. Utilizar as novidades tecnológicas como ferramnta de ensino não se dá do dia pra noite, é necessário um período de transição. Nós professores formados aos moldes tradicionais temos imensa dificuldade de executar este trabalho. Estamos nos empenhando participando de curso de aperfeiçoamento, tentando de alguma maneira suprir essas deficiências do processo de formação. Estar aqui neste ambiente apesar das limitações já é uma demonstração de que estamos nos superando.

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  13. Nós, professores, não nascemos na era digital, por isso muitas vezes cometemos erros, não aceitamos o uso do ciberespaço pelo nosso aluno ou até mesmo não exploramos adequadamente todos os recursos que essas tecnologias virtuais nos oferecem. Porém estamos buscando o conhecimento, o domínio deste espaço, pois temos ciência de que só conseguiremos atingir o aluno que temos hoje quando conseguirmos interagir com ele e, nesse ponto não há nada mais motivador do que utilizar desses recursos tecnológicos.

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  14. As novas tecnológias estão dominando é preciso estar interadas sobre elas.Essa interação que a UEM está nos proporcionando contribui para que nosso trabalho em sala de aula seja motivador.O professor não pode parar, tem que estar a procura de mudanças.

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  15. Achei importante os questionamentos trazidos pela Juana, pois a formação acadêmica é um fator que merece atenção. A exploração de tecnologias depende também da vontade do professor em se atualizar, se diferenciar. É claro que existem as difulcudades e dúvidas, mas é preciso enfrentá-las e seguir em frente.

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  16. Estamos vivendo a era da informação rápida e devemos estar preparados com esse novo formato de receber e transmitir informação. Para nós professores ainda é difícil nos adaptar aos "cyberalunos", mas é preciso, para que não fiquemos desatualizados.

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  17. Sem dúvida, é urgente a atualização dos professores quanto à tecnologia, pois precisamos nos comunicar com os alunos e o meio virtual é onde eles habitam.

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  18. Realmente o uso da tecnologia e importante.Mas os professores do Estado que e meu caso, não temos muito tempo pra nos preparar,pois, temos que pegar uma carga horária grande pra termos um salario um pouco melhor.Os alunos estão mais bem preparados em relação tecnologia do que nos,pois eles ja nasceram com computadores dentro dos seus berços.....

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  19. Olá a todos!

    Novamente, surge com força a questão da formação e, neste caso, específica. Precisamos nos atualizar, mas como? Onde? Junto a quem? É importante ressaltar mais uma vez que nem sempre o curso universitário prepara o professor para interagir com novas (e nem tão novas) tecnologias. Assim, percebemos que essa reflexão tem de ser desenvolvida em um contexto ainda maior, pensando a educação como um todo, de forma contínua e planejada.

    Grande abraço!

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  20. Nos dias atuais é improvável não conceber a interferência e a presença das mídias no espaço escolar, seja no discurso dos educandos, seja na concretização do seu uso no processo educativo. Mas para isso é fundamental a formação direcionada do educador para aliar o uso da tecnologia com os objetivos previamente definidos pelos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula. E nesse contexto o processo deve ser dialogado e compartilhado no ambiente escolar com os seus atores, pois desta forma contribuirá para a autonomia, a responsabilidade e o compromisso dos educandos quando eles se sentem inseridos no processo como sujeitos ativos e participativos que tem sua experiência de vida vivida valorizada, como nos dizia Paulo Freire.

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  21. Olá pessoal!

    Em nossa prática escolar, quando nos referimos às novas tecnologias, geralmente pensamos nas possibilidades e nas dificuldades do uso das diferentes ferramentas de informática nas aulas. Embora sejam tão habituais e indispensáveis em tantos meios da sociedade, na prática pedagógica, as novas tecnologias pouco têm beneficiado professores e alunos. Como afirma a colega Biadola, precisamos buscar a capacitação e desenvolvê-la, eis o caminho.

    Bom estudo a todos!

    Beijos,

    Laura

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  22. Gosto de pensar na ideia de formação de professores como mudança na busca de novas perspectivas e uma visão de mundo cada vez mais ampliada. Nisso contamos gradativamente com o uso dos recursos tecnológicos que nos são oferecidos a cada dia, extrapolando as nossas perspectivas. Cabe a cada um de nós professores que somos buscar cada vez mais a interação com essa tecnologia que está ao nosso alcance, visando sempre a mediação de conhecimentos para com nossos alunos.
    Gostei muito do curso, pois tive um contato maior de como usar o blog como recurso pedagógico.E melhor ainda precisei criar meu blog para poder postar os comentários e dar continuidade ao curso.

    Abraços.

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  23. A tecnologia e seus avanços estão aí,e nós professores até quando vamos relutar?Essa é a reflexão que faço. Temos dificuldades com as tais,pois elas chegaram e sentimos que não desenvolvemos percepção para dominá-las com a facilidade que os jovens,crianças e adolescentes têm.Mas não somos incapazes e com perseverança conseguiremos atrair a atenção de nossos educandos proporcionando aulas mais convidativas.

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  24. É sabido que os alunos de hoje, filhos de uma era digital, tem um domínio muito maior do que nós professores das tecnologias que aqui estão. O que nos resta fazer? Correr atrás e transformar essas tecnologias em nossa aliada e não em nossa inimiga.
    Ivone Dalloca

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  25. Muitos de nosso alunos apresentam mais facilidade na tecnologia do que nós, professores. Devemos deixar de lado essa resistência e fazer uso dessa tecnologia que está a nossa disposição para ajudar em nossas práticas educacionais.
    Janete

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  26. Dizer que hoje a tecnologia está presente em todo lugar não é exagero. Porém muitos de nós, professores sentem dificuldade em utilizá-la e poucos são os que ousam arriscar. Talvez o motivo dessa resistência seja que nossos alunos em saber digital nos superam, temos que entender que as tecnologias podem melhorar nossas aulas.Ela não veio para nos substituir, mas sim para ampliar e enriquecer a nossa prática.
    Lucimara

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  27. Quando nos deparamos com o mundo virtual experenciado por muitos, principalmente pelos nossos alunos do ensino fundamental e médio, constatamos a urgente necessidade de estarmos caminhando lado a lado nessa empreitada. Eles,da era virtual, têm muito a oferecer. Nós, da época do giz, quadro negro e saliva temos que nos adequar para acompanhá-los. Caso contrário, estaremos fadados ao obsoleto e retrógrado. Nessa interação social é que se constrói o conhecimento!

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  28. Realmente uma grande maioria de professores, ainda encontra obstáculos em relação ao uso desse recurso, eu me incluo. Acredito que essa resistência, seja pela falta de familiaridade com a máquina, contudo devemos aceitar esse recurso como nosso aliado e colocá-lo na nossa prática diária pedagógica.

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  29. Percebo que a cibercultura está sendo inserida na prática pedagógica dos educadores de forma lenta e gradual. Não por comodismo do professor, mas pela realidade que ele vivencia.

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  30. Nós professores sentimos a necessidade de nos atualizar com as novas tecnologias para maior e mais atrativa comunicação com nossos alunos.
    Abraços.

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  32. Gostaria de INFORMAR aos professores da turma 3 do curso "Leitura e escrita em Blogs" que a partir desta data passo a usar o nome Ademir Carlos Ziolli nas minhas postagens e não mais a do blog "espacialidade@blogspot.com", pois não estava conseguindo por o meu nome nas postagens, portanto peço que considerem as postagens anteriores.
    Obrigado pela atenção.

    Prof.° Ademir Carlos Ziolli

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  33. Diante de um campo que ainda nos é desconhecido
    e ainda permanece obscuro, só nos resta termos
    ouvidos, olhos e pés que caminham para e dentro
    do novo. Não é o computador que é novo, mas a ma-
    neira de usá-lo como ensino, cultura e aprendiza-
    do. A pergunta sempre nos vem: "Será que trará a
    mesma cultura e criticidade dos livros?" Volto a
    afirmar o início de meu comentário. Devemos que-
    rer conhecer o novo para podermos discerni-lo e
    usar aquilo que é bom.

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  34. Gostaria de reforçar que este novo canal de comunicação no ciberespaço a favor da educação, veio em momento oportuno, pois é mais uma ferramenta entre tantas metodologias educacionais que vem para nos ajudar no processo educativo. No entanto,muitos professores ainda resistem a essas tecnologias. Acredito que a leitura e escrita em blogs, vem a favorecer a pratica principalmente da escrita que com o advento da Interne está esquecida, pois o computador funciona apenas com uma "sala de bate papo". Devemos com esse novo programa postar textos literários de nossas respectivas disciplinas, para posterior leitura, interpretação e contextualização com o mundo atual.O processo educativo via, ciberespaço veio a nos oportunizar e somar mais um instrumento metodológico em nossas práticas pedagógicas.

    Abraço.
    Prof.° Ademir C. Ziolli

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  35. Essa conexão cibercultural realizada em ciberespaços, cria um novo sistema de relações sociais muito apreciado pela juventude da última década. Mas não são todos os estudantes que tem o direito à inclusão digital garantido no seu processo de ensino e de aprendizagem – e essa é uma das funções da escola atualmente.
    Infelizmente a tecnologia não é bem acomodada no ambiente escolar. Como professora e também pedagoga, tenho lutado para mudar este aspecto.

    Já ouvi um professor verbalizando que quando fez o concurso público e foi aprovado (há uns bons quinze anos) não se exigia que ele tivesse familiaridade ou domínio tecnológico. O que dizer disso? Não me incluo nesse absurdo, porém não tenho o tempo suficiente para melhorar consideravelmente a minha ascensão na cibercultura, no sentido de fazer um blog e operacionalizá-lo com o conteúdo ministrado, inclusive para avaliá-lo junto aos alunos.

    Penso, também, que a inclusão digital em ciberespaços é de inteira responsabilidade do professor, quer no tempo, extra-escolar, quer no custeio desse processo. Não podemos exigir isso do Estado, uma vez que é uma cobrança da própria sociedade. Se bem que há sempre um meio de se aprender, sendo auxiliado por colegas de trabalho.

    O professor que não tem acesso às tecnologias ou falta domínio da mesma e do uso das ferramentas ou quando se depara com alunos acostumados a buscar ou disseminar informações em tempo real, muitas vezes recua, menospreza essas vantagens educacionais ou inferioriza-se diante delas. Não percebe que o seu papel de ensinar, questionar e articular os conteúdos, nas dimensões sócio-históricas e filosóficas, ainda é fundamental e prioritário na formação de conceitos na cientificidade.

    Dependendo da articulação e agregação da leitura e escrita nos ciberespaços, nada se romperá com a literatura tradicional. Acredito que seja uma tentativa de retomá-la, pois esta já vem se perdendo ao longo das últimas décadas com a didática tradicional.

    Avante !!!

    Um abraço
    Cristina M. B. Teixeira

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  36. Para nós professores que estamos perto da aposentadoria é muito difícil acompanhar todos esses avanço tecnológicos que aconteceu tão rapidamente,ainda mais quando o fator tempo disponível é um ponto forte.Para nós que estamos no PDE tornou -se mais fácil,mas muito difícil para grande maioria.Mas basta querer que tudo é possível e não adiata querer fugir,é isso mesmo!!!

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  37. 5. CIBERCULTURA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR

    As ferramentas que vieram nas últimas décadas ,para alguns professores não passam de mera ilusão, principalmente àqueles que resistem em não se aperfeiçoar, ou seja, ganhar conhecimento para repassá-los. Para eles o quadro e o giz e o mimeógrafo são suficientes. Já passei muita raiva também com as novas tecnologias, isso porque assim que foram implantadas já comecei a trabalhar. Ora é a tomada que não funciona, ora a TV que não funciona. Computador nem se fala de 26 , 15 não funciona ou os mouse estão trocados e não tem como usá-los. Mas eu particularmente procuro usá-los com muita responsabilidade para não estar simplesmente usando por usar. Coloco de forma com que o aluno reflita e questione, mostrando que houve aprendizagem e não como mero instrumento como foi citado. Abraço a todos. Aparecida Soares de Souza.

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  38. Não há como negar os benefícios das inovações tecnológicas como ferramentas que auxiliam os professores na sua formação bem como no cotidiano escolar.
    Vale ressaltar que, do mesmo modo que o "...os professores não são a sede de um saber inequívoco que deve ser passado a uma passiva sala repleta de alunos que receberiam o conhecimento como um saco vazio à espera de quem o preencha.", também os recursos e inovaçãoes tecnológicas presentes na nossa sociedade não o são. Há que se buscar a justa medida entre ambos.
    Profª Leo

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  39. Numa era considerada informatizada, ainda temos muita dificuldade ao uso da tecnologia, sabemos de sua importância portanto é preciso correr atrás e tentar por em prática as inovações que estão acontecendo ao nosso redor.
    abraços.
    Delma

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  40. Na minha opinião o profissional que não se recicla fica atrasado e perdido num mundo totalmente digital. E com as novas tecnologias as nossas aulas ficam mais atraentes e é isso que nossos alunos estão buscando, pois eles nasceram num mundo totalmente digitalizado.

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  42. No início confesso que foi difícil o acesso ao computador, depois uma necessidade aliada ao prazer e à curiosidade de pesquisa. Hoje não sei viver sem computador, seja para minhas necessidades pesssoais, seja para as de trabalho.

    Assim, aceitar e adotar mais esse recurso como uma nova forma de ensinar português, apesar dos obstáculos que possam surgir, será prazeroso e positivo, pois os alunos, mesmo os que ainda não possuem o seu micro em casa, têm acesso ao computador fora da escola, investigam, pesquisam, jogam, tem MSN, ORKUT,etc. Eles já interagem, o que lhes faltam é uma mediação para ocupar melhor o seu tempo no ciberespaço. E será essa a função do professor, ou seja, servir de elo entre todo o conhecimento fornecido pelo ciberespaço e o seu aluno. Para isso o educador, sem dúvida, deverá estar melhor preparado.
    Nilza Pereira Crepaldi

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  43. O texto “Cibercultura e formação de professores”, mais uma vez nos alerta para a forma como nós, os professores, estamos utilizando as ferramentas tecnológicas destinadas à educação. Sendo o processo de ensino-aprendizagem dinâmico e uma via de mão dupla, na qual tanto o educador quanto o educando desempenham papéis importantes e ativos e sendo a natureza do ciberespaço e da cibercultura mais descentralizadoras, em termos tanto valorativos quanto informacionais de todo o contexto da educação, tentemos, pois, realmente integrar essas tecnológicas educacionais ao nosso cotidiano escolar utilizando-as devidamente como operadoras de potencialização da informação.

    Marcela H. Baggio Violada

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  44. Concordo que devemos nos atualizar, embora precisamos ser conscientes ao preparar nossas aulas para não apenas substituir um recurso a outro , mas inovar , transformar nossas aulas afim de que consigamos através deste instrumento de ensino, a que chamamos de tecnologia, quebre a barreira professor/ensino/aluno. No entanto cabe ao professor se preparar para esta mudança.

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  45. Acredito que o professor deve, mais do que nunca, aprender e aperfeiçoar as tecnologias disponíveis, pois elas são mais um recurso que ele pode utilizar para aprimorar suas aulas.

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